Saúde lança novo protocolo de acolhimento com classificação de risco para Guarulhos

Cidade

O Departamento de Coordenação da Urgência e Emergência, juntamente com conselheiros municipais, realizou na última quinta-feira (5) o lançamento do protocolo de acolhimento com classificação de risco para Guarulhos, no anfiteatro da Secretaria Municipal de Saúde. O protocolo canadense adaptado para o município, e que substitui o protocolo de Manchester, foi construído por um grupo de trabalho formado em sua maioria por enfermeiros e teve a validação de médicos especialistas urgencistas. O objetivo é ampliar a qualidade da Atenção de Urgência e Emergência em todos os serviços de pronto atendimento (UPA e PA) e pronto socorro dos hospitais públicos do município.

Segundo Dalel Haddad, que durante o processo fazia parte do departamento de coordenação da Urgência e Emergência, após 24 encontros técnicos entre outubro de 2017 e março de 2018, o grupo analisou o cenário e percebeu que tinha de ser modificado. “Cada pronto atendimento acabava usando uma metodologia diferente. O protocolo que escolhemos e adaptamos, propõe que haja uma sintonia na prestação do serviço e que todas as unidades utilizem a mesma linguagem. Ou seja, com o canadense adaptado, tanto faz o paciente passar em unidade x ou y. Ele será classificado da mesma forma”, explica.

O grupo de trabalho avaliou que tanto o protocolo canadense quanto o Manchester tem vantagens e desvantagens. No entanto, o Manchester, por exemplo, tem uma fragilidade para identificar o agravo na criança e os sinais vitais da Dengue, um dos quesitos que foi adaptado no protocolo Canadense. “O Manchester é um ótimo protocolo, mas em Guarulhos não foi bem aceito pela classe médica por não aferir os sinais vitais”, destacou Viviane Haddad, divisão técnica de apoio estratégico e regulatório da Urgência e Emergência.

O objetivo principal da classificação de risco é realizar a identificação dos pacientes que precisam ser avaliados pelo médico com prioridade e aqueles que têm condições de aguardar por atendimento com segurança, contribuindo para redução do número de mortes, sequelas e internações, sendo uma exigência legal nos serviços de Urgência e Emergência da rede pública e privada. “A partir da escuta qualificada do usuário que procura os serviços de Urgência e Emergência, o enfermeiro, mediante protocolo, classifica as queixas, com o objetivo de identificar a necessidade de atendimento médico mediato ou imediato”, afirma Dalel.

Gestão

De acordo com Viviane Haddad, o grande ganho da construção deste protocolo foi ter conseguido reunir as pessoas que fazem a urgência e emergência na porta. “Nós escolhemos os enfermeiros de ponta, tanto da administração própria quanto da administração parceira, como Instituto Gerir, SPDM e Fundação do ABC, para adaptar o protocolo para a realidade do município. Além disso, com essa estratégia há também um ganho econômico. Se fôssemos renovar com o Manchester hoje, o município gastaria em torno de 30 mil reais. Enquanto que com o Canadense Adaptado será gasto cerca de oito mil”, explicou.

Para a gerente do PA Alvorada, Rosa Bertão, esse é um marco na Prefeitura de Guarulhos. “Não é em todo lugar que se cria um protocolo voltado para o município. Isso não tem preço”, destacou. Em dezembro passado, o novo protocolo foi implantado em fase de teste na UPA Paulista e PA Alvorada, além do Hospital Municipal da Criança e Adolescente e o Hospital Geral de Guarulhos. O próximo passo é capacitar toda a Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE) para que o protocolo seja implantado nas demais unidades de pronto atendimento e hospitais. Além disso, também será lançado um aplicativo para que o enfermeiro possa consultar o protocolo no próprio celular, além da versão para desktop e a edição impressa, que ficará disponível na unidade para consulta.

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