Manifestantes pedem aprovação de projeto por moradia na Ponte Alta

Política

Cerca de duzentos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto estiveram no plenário da Câmara de Guarulhos na tarde desta quinta-feira (19), durante a Sessão Ordinária. Eles pressionaram os vereadores para que apreciassem no Grande Expediente o projeto de Lei 1441/2018, de Edmilson Lula Souza (PT). A propositura altera a Lei 6253/2007, sobre o uso, a ocupação e o parcelamento do solo do Município. Na prática, o PL permitiria à Prefeitura construir duas mil casas populares para famílias que há dois anos ocupam um terreno ocioso no Jardim Centenário, na Ponte Alta. O projeto foi deliberado.

Alguns vereadores discursaram na tribuna em apoio aos manifestantes. Janete Lula Pietá (PT) lembrou que Guarulhos tem um déficit habitacional de 100 mil moradias.  “O projeto permite que, em uma área de 706 mil metros quadrados, 120 mil metros quadrados passem a integrar uma zona especial de interesse social, beneficiando uma grande parcela da população”, explicou. Em sua opinião, por ser uma proposta de prerrogativa da Prefeitura, o prefeito Guti (PSB) deverá vetar. “Mas este movimento irá sensibilizá-lo para que posteriormente ele próprio apresente um projeto neste sentido”, acredita Janete.

Para a também petista Genilda Lula Bernardes, Guarulhos tem uma oportunidade de começar a corrigir um antigo problema na cidade: “Muitas pessoas se apropriam da terra sem ter necessidade, temos que defender que ela seja democratizada”, afirmou. Outro petista, Zé Luís Lula, afirmou que a aprovação do projeto pela Casa “sinalizará ao prefeito Guti um caminho para solucionar vários problemas ligados à habitação”. Eduardo Barreto (PCdoB) discursou em apoio aos manifestantes, mas fez um alerta: “Não basta entregar as moradias, a Prefeitura tem que oferecer infraestrutura adequada, com vias asfaltadas, escolas, creches, unidades de saúde e segurança”.

 

Grande Expediente

No Grande Expediente, foi deliberado favoravelmente também o Requerimento 1436/2018, de Marcelo Lula Seminaldo (PT), que propõe a constituição de uma Comissão Especial de Inquérito-CEI para investigar possíveis irregularidades no Aeroporto Internacional de Guarulhos praticadas pela administradora GRU Airport. O vereador Wesley Casa Forte defendeu com veemência a proposta de Seminaldo: “A GRU Airport fechou vários acessos ao aeroporto, é uma empresa inquilina da cidade, mas que trata com desrespeito os moradores”, afirmou. “Vamos com esta CEI levantar e investigar todos os problemas e judicializar esta empresa”, prometeu.

Na Tribuna Livre, o munícipe Julio Alberto Martins da Costa, deficiente físico que faz uso de cadeira de rodas, relatou que em dezembro passado foi agredido por um motorista da empresa Vila Galvão. Segundo ele, ao exigir a permissão para entrar num veículo da empresa, acabou discutindo com o condutor e levou um soco no rosto. “Os policiais que viram a cena nada fizeram, levei uma semana para fazer o boletim de ocorrência, reclamei na Prefeitura, pedi ajuda aos vereadores desta Casa e até agora não obtive resposta, todos estão sendo omissos com minha pessoa, quero somente exercer meu direito de ir e vir”, criticou. “A Vila Galvão não leva deficiente físico”, disparou.

Ao final da Sessão, durante a Ordem do Dia, três projetos foram discutidos e aprovados: o PL 2867/2014 (Pastor Anistaldo, PSC, e Guti, PSB), que proíbe o consumo de bebidas alcoólicas no interior dos terminais de ônibus e no interior de coletivos públicos ou privados; o PL 4931/2017 (Serjão Inovação, PSL), que altera a Lei 6379/2008, estendendo aos funcionários das creches conveniadas o recebimento de uniformes; e o PL 106/2017 (DR. Alexandre Dentista, PSDC), que disciplina o transporte de animais domésticos nos veículos urbanos de Guarulhos.

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