Projeto que cria Programa Escola Sem Partido gera manifestações na Sessão

Política

Os trabalhos das Sessões Ordinária e Extraordinária desta quinta-feira (26) foram marcados por manifestações contrárias e favoráveis ao PL 1470/2018, que cria no sistema de ensino do município o Programa Escola Sem Partido.  Os dois grupos que protestaram gritavam palavras de ordem, marcando suas posições sobre a propositura.

O autor do projeto, Dr. Laércio Sandes (DEM), afirmou que a iniciativa pretende orientar os professores a se limitarem em passar conhecimento e não partidarizar os alunos. “Não estamos querendo proibir o professor a falar de política ou de ciências políticas. O que não pode é o professor querer impor ao aluno que o candidato A ou B é melhor que o candidato C”, disse Sandes.

Para a professora Viviane Lourenço, que se manifestava na galeria do Plenário contrariamente à propositura, o projeto é um prejuízo grande para o ensino. “Esse projeto vem para fazer com que o professor tenha uma postura bastante limitada. Ele limita nossa atuação. A gente não prega uma escola tendenciosa, que siga por essa ou aquela linha”, ressaltou a professora. De acordo com ela, o projeto pode atrapalhar o desenvolvimento do senso crítico dos alunos.

Já para Douglas Garcia, estudante que posicionou a favor da propositura, o projeto é uma luta contra a doutrinação dentro da sala de aula. “O professor, hoje, tem audiência cativa na sala de aula. Qualquer coisa que ele fala, ele tem sua autoridade imposta”, afirmou Garcia.

 

Votações

Nenhum item da pauta da Sessão Ordinária foi votado. Os requerimentos e projetos que estavam no Grande Expediente e na Ordem do Dia deverão ser apreciados na próxima Sessão. Em relação à Sessão Extraordinária convocada para esta quinta, a única propositura pautada estava sem parecer das Comissões Técnicas da Casa, por isso não pôde ser analisada pelos parlamentares. Trata-se o PL 1080/2018, da Prefeitura, que autoriza o Poder Executivo a realizar acordos ou transações para prevenir ou resolver conflitos, inclusive os judiciais. A proposta também institui a Câmara de Prevenção e Resolução Administrativa de Conflitos e a Câmara de Conciliação de Precatórios, além de autorizar a compensação de créditos em precatórios.

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