Eduardo Soltur convoca Extraordinária para deliberar Programa Escola sem Partido

Política

O presidente da Câmara de Guarulhos, Eduardo Soltur, convocou uma Sessão Extraordinária, a ser realizada na próxima quinta-feira (10) depois da Sessão Ordinária, para deliberar o PL 1470/2018, de autoria de Dr. Laércio Sandes (DEM), que cria na cidade o Programa Escola Sem Partido. Caso deliberado favoravelmente, o projeto seguirá para análise das Comissões Técnicas da Casa antes de ser votado em Plenário.

A proposta tem sido alvo de manifestações, tanto de grupos contrários quanto favoráveis, nas últimas Sessões. No dia três de maio, os protestos continuaram após o encerramento dos trabalhos na Câmara e terminaram em conflito nas ruas próximas da sede do Legislativo, com intervenção da Guarda Civil Municipal (GCM).

Vários parlamentares utilizaram a Tribuna na Sessão desta terça-feira (8) para falar do assunto. Lauri Rocha (PSDB), por exemplo, afirmou que a ação da GCM evitou uma situação pior. Já para Maurício Lula Brinquinho (PT), a atuação da GCM não foi correta e ele irá cobrar providências do secretário de Segurança, Gilvan Passos.

A Sessão Ordinária desta terça foi encerrada por número insuficiente de parlamentares e nenhum item que estava na pauta foi analisado. Durante a Sessão Extraordinária, os vereadores da Casa deliberaram favoravelmente o PL 1644/2018, da Prefeitura, que estabelece as Diretrizes Orçamentárias para o exercício financeiro de 2019. O presidente Eduardo Soltur pediu que as lideranças partidárias fizessem indicações para a composição da Comissão Especial que irá analisar o projeto. Já fazem parte da Comissão: Toninho da Farmácia (PSD), Paulo Roberto Cecchinato (PP), Luis da Sede (PRTB), Wesley Casa Forte (PSB), Serjão Inovação (PSL), Geraldo Celestino (PSDB), Dr. Laércio Sandes (DEM), Jorge Tadeu (PMDB) e Moreira (PTB), que presidirá os trabalhos.

Aterro Sanitário

Moradores da região do Cabuçu estiveram na galeria do Plenário para mostrar sua insatisfação com a ampliação de um aterro sanitário perto do local onde residem.  A comunidade reuniu-se, inclusive com representantes das igrejas evangélicas e católicas da região, para tentar evitar a criação de um novo aterro.

“Somos totalmente contrários porque esse lixão vai nos trazer vários impactos”, ressaltou o pastor Jaime Aparecido dos Santos ao falar das consequências que o aterro pode trazer para as pessoas. De acordo com ele, o aterro não é de Guarulhos, ou seja, a cidade não iria utilizar esse equipamento.

O parlamentar Zé Luiz Lula (PT), que está apoiando os moradores do Cabuçu, disse que a empresa responsável pelo aterro poderia escolher outra área, inclusive fora da Grande São Paulo. “A Câmara não foi notificada e tivemos a informação de que a Prefeitura também não foi acionada”, ressaltou o vereador. O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Wesley Casa Forte (PSB), disse que pretende fazer uma audiência pública na Câmara, a ser realizada na próxima semana, para debater o assunto.

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