Presença das mídias nas eleições

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Acabamos de sair da paralisação dos caminhoneiros, e algo chamou a atenção de todos, não só do governo e forças públicas de segurança, a capacidade de articulação destes, e note-se espalhados aos mais longínquos rincões do País. Esta façanha se deu graças aos aplicativos de mensagens instantâneas e voz – dentre eles o mais conhecido pelo vulgo de ZAP – que possibilitou uma articulação e organização com tanta capilaridade que assombrou ao mais antenado especialista em política e movimentos sociais.

Mas qual a lição a tirar desta façanha?

Não tem como se isentar  duma analogia com  o momento mais esperado dos tempos atuais, o processo eleitoral que iniciará  em 16 de agosto – quinta-feira [1.  Data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral  (Lei nº 9.504/1997, art. 36, caput).]; neste caudal iremos perceber como o uso mediático será ostensivamente utilizado – ao bem e ao mau – isso demonstrou os caminhoneiros a toda nação, e o fez tão magistralmente que ainda, alguns do governos e analistas políticos se perguntam: “Que tiro foi este!?”

Viveremos, de certo modo, todo vaticínio de George Orwell em seu opúsculo 1984, onde  a sociedade é toda tomada pelos meios de informação, num controle total das vontades das pessoas, e este cenário já o vivemos de certo modo, como a invasão dos ‘post’ e ‘fake news’ a que somos expostos. Basta um olhar aos acontecimentos hodiernos.

Teremos sem sombra de duvidas que enfrentar tal realidade, para o bem ou para o mal, nestas eleições futuras. Tudo será para testar nossa maturidade cidadã e democrática. Estamos sem nenhuma dúvida, numa encruzilhada, cuja questão é única: Qual o País queremos?

O voto, é a única ferramenta basilar capaz de construir esta resposta, porém ela depende em todos os matizes da sua excelência o eleitor, da maturidade e educação política que tem, manifestado no ato de escolher aqueles que irão conduzir – legislativo e executivo – os rumos desta nação pelos quatro anos vindouros.

Nunca é demais asseverar que em relação as mídias sociais, como em tudo no âmbito da política, se tenha prudência redobrada; bem como checar as informações em fontes confiáveis, antes de sair replicando, compartilhando, palpitando…

Somos todos responsáveis pelo que advir das urnas e, da validação do processo democrático que referendará o novo governo pátrio. Portanto use o bom senso para fazer sua melhor escolha.

O preço do seu voto é uma País com mais direitos e cidadania à todos os brasileiros. Juntos somos mais fortes e  realizados com nossas escolhas.

Marlon Lelis de Oliveira, MTB 0085378/SP

Advogado, psicólogo e coordenação estadual do MCCE.

WhatsApp: 11-970472187

E-mail: dr.marlonlelis@gmail.com

 

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