Vereadores devem denunciar GRU Airport ao Ministério Público

Política

A Comissão Especial de Inquérito-CEI da Câmara de Guarulhos irá enviar ao Ministério Público do Município relatório que aponta irregularidades cometidas pela GRU Airport na gestão da zona aeroportuária. Após ouvir representantes da Guarda Civil Municipal-GCM e da Secretaria de Transportes e Trânsito-STT, convocados para prestar depoimento em reunião realizada na manhã desta terça-feira, na Casa, os vereadores consideram ter elementos suficientes para sustentar que a administradora do aeroporto coíbe o trabalho dos entregadores de restaurantes que trabalham no sistema delivery com multas, violência e subtração de mercadorias.

Nas reuniões anteriores, a GRU Airport, por meio de sua advogada, comunicou que a empresa proíbe o comércio de empresas não cadastradas nas dependências do aeroporto e não recebeu denúncias de ações truculentas contra os entregadores. Em outro encontro, representantes dos restaurantes descreveram situações de violência e de perseguição por órgãos fiscalizadores municipais e seguranças particulares. Desta vez, o comandante Paulo Emílio, da GCM, e Oscar Kaari, diretor do Sistema de Transporte da STT, disseram desconhecer a aplicação indiscriminada de multas, o uso da força e possível parceria com a GRU Airport nas ações de segurança e fiscalização no aeroporto.

Segundo Paulo Emílio, os guardas municipais fazem o trabalho de segurança e apoio ao trânsito nas vias de acesso ao aeroporto. “Desconhecemos ações de nossos guardas por interferência da GRU Airport, nossas abordagens são no sentido de orientação e usamos o bom senso para identificar quando um veículo está estacionado irregularmente ou se a situação se refere ao embarque e desembarque de passageiros”, explicou.

Oscar Kaari, por sua vez, afirmou que o trabalho dos agentes de trânsito não ultrapassa a calçada do saguão dos terminais. “Não se aplicam indiscriminadamente, não é nosso objetivo”, declarou. “Pode acontecer de o entregador parar a moto, sair para fazer entrega e voltar, o que é proibido e, sim, gera multa”, justificou.

O presidente da CEI Marcelo Lula Seminaldo (PT) estranhou o uso do termo “bom senso” para julgar a possibilidade de aplicação de multas de trânsito. “Este é um termo subjetivo, o que é bom senso para um pode não ser para outro, é preciso que a STT indique o tempo máximo de embarque e desembarque, pagamos impostos e merecemos saber isso”, declarou.

Além de Seminaldo, participaram da reunião os vereadores Eduardo Carneiro (PSB), Moreira (PTB), Sandra Gileno (PSL), Toninho da Farmácia (PSD), Acácio Portella (PP), Luís da Sede (PRTB), Eduardo Barreto (PCdoB) e Genilda Lula Bernardes (PT).

 

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