Mulheres haitianas participam de curso de panificação no Inocoop

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Um grupo de mulheres haitianas refugiadas em Guarulhos participaram, nesta quarta-feira (20), Dia Mundial de Refugiado, de um curso especial de panificação oferecido pela ONG Casa do Amor ao Próximo, no Inocoop, em parceria com a Prefeitura de Guarulhos.

Durante todo o dia, com olhos atentos e mãos acostumadas a enfrentar muitas dificuldades, as participantes se ocuparam em aprender a combinar os ingredientes de maneira a obter três tipos de pães: integral, forma e caseiro. O objetivo da ação inédita na cidade é acolher o imigrante e transmitir conhecimentos que podem vir a se tornar uma fonte de geração de renda.

Guarulhos possui grande responsabilidade em relação à questão do fluxo de deslocamento forçado de pessoas, como salienta Anderson Guimarães, subsecretário da Igualdade Racial. “Somente nos primeiros quatro meses deste ano, recebemos 220 solicitações de refúgio. Diante desta situação, a cidade reafirma seu compromisso com o acolhimento humanitário e não discriminatório em busca da garantia dos direitos humanos desta população e uma das necessidades principais é a inserção no mercado de trabalho”.

Enquanto aguardava a massa de seu pão crescer, a aluna Marie France Antiborne revelou, o que achou da oportunidade. “Estou muito feliz e grata por mim e pela minha família. Muito obrigada, Guarulhos”, disse emocionada com as poucas palavras que já conseguiu aprender em português.

O curso foi ministrado pela professora de culinária, Marisa Alves Reis, e contou com a coordenação de Rejane Alexandre da Costa, chefe de divisão técnica; tradução português-francês de Victor Carbone e Indyamara Massaro, ambos da Subsecretaria de Igualdade Racial, e de Ana Paula Serra de Melo, coordenadora da ONG Casa de Amor ao Próximo (casaamoraoproximo.org.br).

Dia Mundial do Refugiado

De acordo com resolução aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), desde 2001, o Dia Mundial do Refugiado é celebrado no dia 20 de junho. Para assegurar o reconhecimento dos direitos humanos e combater toda e qualquer forma de discriminação e xenofobia, a data sugere reflexão sobre os novos fluxos de deslocamentos forçados e os motivos que levam milhões de pessoas a deixarem seus países buscando segurança, em razão de perseguições políticas, étnicas, sócio-culturais, religiosas, dentre outras.

Segundo o último relatório divulgado pelo Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), até abril de 2016, 8.863 pessoas foram reconhecidas como refugiadas no Brasil. Os principais países de origem destes refugiados são: Síria, Angola, Colômbia e República Democrática do Congo.

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