Prefeitura premia startup e incentiva estudantes no Experimenta Segurança Pública

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A Prefeitura de Guarulhos realizou no fim de semana, entre os dias 29 e 1º, no Adamastor Centro, o Experimenta Segurança Pública, sob a organização da Secretaria de Desenvolvimento Científico, Econômico, Tecnológico e de Inovação (SDCETI). O evento reuniu especialistas sobre segurança pública, empresas, startups e estudantes universitários e do ensino técnico. Um fórum, um concurso de startups, o Pitch4Gru, e um Hackathon (maratona de programação) foram feitos para que os participantes apresentassem soluções tecnológicas e inovadoras para obstáculos enfrentados pelo município na área da segurança.

Na sexta-feira, dia 29, o concurso de startups Pich4Gru premiou a Mootech, que desenvolveu a plataforma Sempre Alerta. A vencedora está automaticamente classificada para a fase presencial do concurso Acelera Startup, promovido pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que reúne as 300 melhores empresas, em um concurso que tem ao todo mais de 40 mil competidoras. “Temos muito orgulho por vencer essa seletiva. Somos de Recife, estamos em São Paulo desde dezembro e agora vamos continuar evoluindo”, afirmou Bruno Silva, da Mootech. Participaram também as startups Trampo, Redseg, de Belo Horizonte, iOK e App Boletim de Ocorrência, do Rio de Janeiro.

Para o secretário da SDCETI, Rodrigo Barros, o Experimenta reforça a transformação de Guarulhos para uma cidade do conhecimento.  “O Experimenta é antes de tudo uma mudança de comportamento e cultura. Quando se percebe que o que acontece aqui pode mudar de fato a vida do munícipe, há o entendimento de que o problema não é só dos outros, mas de todos. Com essa percepção, é possível protagonizar a solução para o problema, afirmou Barros.

No sábado, o prefeito Guti acompanhou o Scratch Day, iniciativa que reuniu 28 crianças da escola Jorge Amado, do CEU Presidente Dutra, para uma aula lúdica sobre tecnologia, computação e programação. “A internet e a programação está em praticamente todas as coisas, e incentivar o contato das crianças com esse conteúdo é muito importante. Quero parabenizar os idealizadores do Scratch Day e do Experimenta e os educadores que acreditaram nesse projeto. Nossa missão é aumentar iniciativas como essa”, disse o prefeito.

O Experimenta Segurança Pública terminou no domingo com a apresentação das soluções desenvolvidas por estudantes e especialistas que passaram todo o fim de semana programando no Hackathon. Os dez grupos foram avaliados por uma banca julgadora que escolheu a equipe Thundera como a campeã e a Prosafe como a segunda colocada.

Bruno Azuma, Lucas de Lima e Rafael Felix, do time Thundera, que souberam do Experimenta Segurança Pública no Facebook da Prefeitura, não se conheciam até o Hackathon começar no sábado e apresentaram aplicativos que facilitam o registro de informações das rondas dos GCMs e o acionamento da Guarda Civil pelo munícipe que podem ser desenvolvidos. “Se comprovarmos que nosso projeto pode ajudar a sociedade, queremos continuar, sim. Foi para isso que comecei meus estudos: contribuir com a evolução humana e tecnológica”, contou Lucas, que assim como seus companheiros de grupo, concluiu um curso da área de tecnologia no Eniac.

De acordo com o diretor de Tecnologia e Inovação, Marcelo Rezende, as duas primeiras colocadas no Hackathon serão encaminhadas à incubadora para empresas de tecnologia e também ao Media Lab de Guarulhos. Desta forma, as ideias podem evoluir, tornando-se produtos e empresas.

O secretário para Assuntos de Segurança Pública, Gilvan Passos, que esteve no evento, comemorou a integração das diferentes secretarias na realização do Experimenta. “Segurança Pública não é apenas a viatura ou os guardas municipais nas ruas. Ela passa pela educação, pelo saneamento básico. Por isso é importante essa integração que existe no governo e, mais uma vez, é comprovada aqui”.


Filho do Hackathon

No domingo, enquanto os grupos finalizavam seus trabalhos no Hackathon, Felipe Mattioli, ex-estudante do Eniac, agradecia. Participante do Experimenta Saúde, realizado em abril de 2017, ele se considera um “filho do Hackathon”. “Tenho uma gratidão enorme por esse evento. Criei com um grupo um robô que respondia dúvidas de mães de primeira viagem no Experimenta Saúde. Essa ideia venceu a competição aqui, virou uma startup, a Tamarindo e, depois disso, minha carreira só evoluiu”.

Felipe hoje concilia os trabalhos da startup com sua função em uma empresa que oferece soluções para escritório e cartórios. “O Experimenta é muito importante porque agrega valor para pessoas e também para Prefeitura. Lembro do prefeito falando, no primeiro evento, que seriam feitos mais. Ele está cumprindo isso, o que é muito bom para a cidade”. 

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