Abertura de seminário sobre fake news debate legislação eleitoral e checagem de notícias

Cidade

O fenômeno da propagação de notícias falsas, as chamadas fake news, foi debatido por profissionais de jornalismo e direito, na noite desta segunda-feira (24), durante a abertura do seminário “Jornalismo entre o Fato e a Fake”, promovido pela Prefeitura de Guarulhos em parceria com a Universidade UNIVERITAS/UNG. Cerca de 150 estudantes acompanharam o primeiro dia do evento, que se encerra nesta terça-feira, com mais um ciclo de palestras, a partir das 19h30.

Na abertura, o subsecretário de Comunicação da Prefeitura, Rodrigo Buffo, e a professora do curso de jornalismo, Rachel Silva, falaram sobre a proposta do debate e seu impacto no dia a dia. “Vivemos um momento em que a informação é veiculada de forma muito rápida. Por isso, a necessidade da checagem e da responsabilidade com o conteúdo publicado. Uma informação equivocada ou tirada de contexto confunde a sociedade e pode prejudicar o funcionamento de determinados serviços”, afirmou Buffo.

Em meio ao período político, que toma conta da agenda brasileira, o advogado e especialista em direito eleitoral, Alexandre Ramos, apresentou uma base da legislação que deve ser observada antes da propagação de informações sobre os candidatos. Segundo Ramos, o conceito de “fatos inverídicos ou ofensivos à honra” (fake news), ganhou muita força neste ano, mas está presente na Lei desde 1965.

Mesa Redonda

Para finalizar a noite, os jornalistas da cidade – Paulo Manso (portal Guarulhos Web), Rosana Ibanez (jornal Folha Metropolitana), Valdir Carleto (portal Click Guarulhos) e Roberto Samuel (programa Tribuna Livre) – participaram de uma mesa redonda, onde compartilharam as experiências do dia a dia e comentaram sobre os desafios na checagem de informações. “A primeira coisa que precisamos compreender é que o jornalista faz documentos”, afirmou Roberto Samuel.

“É importante que a sociedade participe de eventos como esse, pois é uma alfabetização digital. Está cada vez mais claro que não vamos conseguir conter a produção de fake news. Produzimos conteúdo o tempo todo, então temos que nos educar para controlar o problema, propor uma mudança cultural e ensinar as pessoas a identificar as notícias falsas”, afirmou Manso.

Para finalizar, o subsecretário deixou um alerta aos estudantes presentes. “Somos responsáveis por auxiliar a tecnologia, muitas das redes sociais nos dão o caminho para denunciar informações falsas. Na questão eleitoral, por exemplo, não adianta reportar fake news conforme as conveniências e preferências. Se é falso, ajude o algoritmo a se corrigir”, finalizou Buffo.

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