Em meio a Brumadinho…

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Os acontecimentos no Brasil nos surpreende a cada momento, e têm ocorridos com tal velocidade que fica difícil assimilar ou mesmo formar alguma opinião sobre os fatos, dado a efemeridades de cada um deles.

Em meio a tudo isso, e não já bastasse, o caótico cenário político-econômico, o País viu-se surpreendido pelo estouro da Barragem do Feijão, em Brumadinho/MG; e não podemos nos furtar a analise deste fato dantesco, e nos inquirir: O que ela nos desafia e nos ensina como nação?

Enquanto todos ficam na polêmica do novo Governo, polemizando aqui e acolá, na surdina a Vale, continua com a mesma atitude que originou a LAVA JATO, o que se viu no episódio é o mesmo de sempre em proporção absurda. Neste caso, o estouro duma barragem, é mais drástica na perda da vida humana, pois o faz aos lotes, no atacado e não no varejo; como vemos na corrupção condenadas pela Justiça Federal em Curitiba/PR, onde o que se vê é o volume financeiro e, pouco ou nada se fala das vidas assassinadas pela ação destes corruptos nesse foro condenados.

Brumadinho, nos desafia, em ter uma política e economia, que ao mesmo tempo que visa o crescimento do País, também, considere o ser humano como parte deste fator de crescimento, não é possível pensar o Nação, sem lhe considerar quem lhe lastreia e fundamenta suas bases, a pessoa humana, sendo simples no dizer, os brasileiros! Capitalismos sem considerar a pessoa este sim é selvagem, quando o contrário, chamasse empreendedorismo.

Brumadinho, nos ensina, que para um País altaneiro, a terra mais garrida, louvada no hino pátrio, precisa ter uma política de fiscalização coerente com os princípios constitucionais, asseverados no Art. 37 da Carta Magna, “A administração pública (…) obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (…).” O proclamado L.I.M.P.E, que tanto falta na vida cotidiana dos poderes republicanos.

Neste ínterim, temos a exigência de uma nova postura dos brasileiros, e que esta postura seja o enriquecimento pró ativo da cidadania e a compreensão que a ‘res publica’ é sim responsabilidade de cada um em particular; e o eleito é um mandatário do voto e o eleito não o coronel caudilho do poder e aquele mesmo eleitor seu rebanho em curral.

Marlon Lelis de Oliveira, MTB 0085378/SP

Advogado, psicólogo e coordenação estadual do MCCE.

WhatsApp: 11-970472187

E-mail: dr.marlonlelis@gmail.com

 

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