Vereadores mantêm veto ao programa Remédio em Casa

Política

Os vereadores da Câmara de Guarulhos, na Sessão Ordinária realizada na tarde desta terça-feira (20), mantiveram o veto da Prefeitura ao projeto de Lei 1178/2017, de Paulo Roberto Cecchinato (PP). O dispositivo institui o Programa Remédio em Casa, beneficiando idosos deficientes ou com mobilidade reduzida, além de portadores de doenças crônicas, que receberiam em casa medicamentos de uso contínuo. “É um projeto que beneficia os idosos e pode ser aplicado aos poucos. A Secretaria Municipal de Saúde tem a obrigação de oferecer este serviço”, defendeu Cecchinato. Dr. Eduardo Carneiro (PSB), líder da base governista, no entanto, aconselhou a manutenção do veto: “Não tenho dúvidas quanto ao mérito, mas o projeto tem problemas técnicos e orçamentários, não descreve, por exemplo, o número de pessoas atendidas nem o custo”, explicou.

Outro PL discutido foi o 1325/2017, de Eduardo Soltur (PSB), que cria a Ação Social de Cidadania e Solidariedade para o oferecimento de livros e roupas usadas nos pontos de ônibus. O veto total da Prefeitura também foi mantido pelos vereadores.

Grande Expediente

No Grande Expediente, três Requerimentos endereçados à Prefeitura foram discutidos e deliberados favoravelmente. Foi o caso do 597/2019, que pede informações referentes ao recolhimento de animais mortos em 2017 e 2018 pela Proguaru. O autor, Zé Luiz Lula (PT), teve um projeto de Lei sobre o assunto vetado pelo prefeito e espera que o assunto volte à pauta no Legislativo. “Quero reapresentar o projeto vetado, na minha opinião, por questões políticas, pois certamente traria benefícios à cidade”, afirmou.

Os demais Requerimentos são de autoria do também petista Edmilson Lula Souza: o 611/2019, que pede informações referentes aos cemitérios públicos de Guarulhos; e o 612/2019, sobre gastos com alimentação escolar e recursos federais para 2019, além de solicitar cópia do processo que trata de solicitação ao MEC.

Tribuna Livre

No início dos trabalhos, durante a Tribuna Livre, o munícipe Wesley da Silva, morador do Jardim Ponte Alta, fez críticas aos serviços públicos de sua região, colocando parte da culpa nos vereadores, que, segundo ele, “só aparecem de quatro em quatro anos no bairro, em ano de eleição municipal, e depois não retornam, privilegiando os locais de suas bases eleitorais”.

Os vereadores consideraram o comentário injusto e protestaram. Foi o caso de Pastor Anistaldo (PSC): “Não é verdade, eu mesmo apresentei nesta sessão dois Requerimentos que diziam respeito à região da Ponte Alta, os vereadores não selecionam seu público, procuram atender toda a população”, afirmou. “É preciso haver mais respeito com o trabalho dos parlamentares”, resumiu Dr. Eduardo Carneiro.

Sobre este assunto, Marcelo Seminaldo (PT) também deu sua opinião: “Desde que o orador não falte com o respeito, não vejo problema em ele dizer o que pensa”, defendeu. “É um tempo democraticamente reservado para o munícipe se manifestar, mostrar sua indignação, e temos que incentivar a participação popular”, acrescentou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *