Saúde realiza Seminário Intersetorial de Combate à LGBTfobia

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Uma apresentação dos músicos Elís Lucas e João Marcos Bargas abriu na manhã desta segunda-feira (13), em Guarulhos, o 1º Seminário alusivo ao Dia Internacional de Combate à LGBTfobia: saúde e intersetorialidade, cuja data é celebrada nesta sexta-feira (17). Realizado no Adamastor Centro, o evento teve por objetivo discutir estratégias para potencializar e qualificar a assistência em saúde para essa população, especialmente por meio de parcerias com diferentes instâncias dos setores público e privado e participação da sociedade civil.

Na plateia, profissionais de Saúde, representantes das demais secretarias municipais, conselheiros gestores e integrantes da sociedade civil foram recepcionados e introduzidos ao tema por esses dois amigos cantores, que se juntaram para fazer um repertório especial para o Seminário, uma coletânea só de artistas LGBTs, como: Pabllo Vittar, Caio Prado, Johnny Hooker, Ana Carolina, Banda Valentina, Liniker e os Caramelows.

A seleção das músicas já deu o tom dos trabalhos do dia, que contaram com duas mesas de debates: “Panorama LGBTI: avanços e desafios na Saúde” e “Intersetorialidade”. Antes disso, a gestora da Rede de Atenção aos Direitos Humanos da Secretaria de Saúde, Alice Aparecida dos Santos, falou dos grandes desafios que o combate à LGBTfobia ainda encontra nos tempos atuais, citando um estudo realizado pelo Grupo Gay da Bahia, que mostra que em 2018 uma pessoa LGBT foi morta no país a cada 20 horas.

“A partir deste primeiro seminário, nós temos a possibilidade de nos apropriar de alguns conceitos e, ao mesmo tempo, fazer uma reflexão, porque nós da Saúde não conseguimos fazer um trabalho sobre essa temática de forma isolada. Então, a realização deste seminário de forma intersetorial é muito importante para que a gente possa fazer essa discussão”, destacou a gestora da Rede de Atenção aos Direitos Humanos da Saúde.

Ela explicou também que em 17 de maio de 1990, a OMS (Organização Mundial da Saúde) editou um CID (Código Internacional de Doenças) com a palavra homossexualismo, reconhecendo que as diferenças de orientações sexuais não poderiam ser tratadas como distúrbio de saúde. “Por isso, a data ficou marcada como Dia Internacional de Combate à Homofobia, sendo incorporada no calendário brasileiro em 2010”, disse.

Ainda segundo a gestora, foi em 2016, durante a 3ª Conferência LGBT, que se optou pela mudança da nomenclatura (combate à LGBTfobia) para tratar de forma mais específica as identidades de gênero e as orientações sexuais diversas. Representando a secretária de Saúde, Ana Cristina Kantzos, o diretor em exercício do Departamento de Assistência Integral à Saúde, Paulo Moraes, destacou que a causa LGBT extrapola o âmbito da Saúde: “por isso, a esta ação intersetorial é fundamental para garantir o direito e o respeito que esses cidadãos merecem”, ressaltou.

Debates por especialistas:

Para abordar os temas, foram convidados especialistas no assunto, como Fabíola Santos Lopes, do Comitê de Saúde Integral da População LGBTI da Secretária Estadual de Saúde e CRT (Centro de Referência e Treinamento em Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST/ Aids. Também participaram da primeira mesa de debates Ricardo Gamboa, do Programa Municipal de IST/Aids; Marina Nairismagi, do AME PRO TRANS e o estudante de Direito Victor Raphael Eloi de Freitas, conselheiro gestor do CTA/ AME PRO TRANS.

Já da segunda rodada de discussões com o tema Intersetorialidade participaram: Denise Ferreira Hansel, da Secretaria Municipal de Educação; Marcia Smerdel, da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social; Drª Cintia Gomes de Santis Perazzolo, do Núcleo de Diversidade Sexual do Departamento de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil; Maite Schnaider (TRANSemprego); e Ana Marques, da Subsecretaria de Políticas para Diversidade, vinculada à Secretaria de Direitos Humanos.

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