Estudantes participam de oficina e de lançamento de vídeo no Maio Amarelo

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Embora as atividades alusivas ao mês de prevenção aos acidentes de trânsito estejam norteando os trabalhos de promoção da saúde nos serviços da rede municipal desde o início do mês, a abertura oficial do Maio Amarelo na Secretaria de Saúde aconteceu na manhã desta terça-feira (14), com oficina de sensibilização para estudantes do ensino médio, roda de conversa e lançamento de vídeo criado especialmente para o evento realizado no Adamastor Centro, em conjunto com as secretarias de Transportes e Mobilidade Urbana,  Acessibilidade e Inclusão e pelo Instituto Mãos que Cantam.

O vídeo do Programa Saúde com Você sobre o Maio Amarelo, que será veiculado nos canais oficiais da Prefeitura a partir da próxima semana, mostra o depoimento de duas pessoas que tiveram membros amputados após se envolverem em acidentes de trânsito, e que hoje fazem tratamento no Centro Especializado em Reabilitação (CER II), da Secretaria de Saúde. O material traz ainda o testemunho e o alerta de especialistas da Secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana sobre os principais fatores de risco que ocasionam essas ocorrências.

O programa Saúde com Você também produziu e já está veiculando outro material audiovisual com o depoimento de um homem de 35 anos, atropelado na rodovia Fernão Dias quando criança, e que também segue em tratamento na rede municipal de Saúde. Além de divulgar os serviços do município que acolhem essas vítimas, o objetivo do vídeo é chamar a atenção da sociedade para o tema e reduzir os agravos, bem como a mortalidade por acidentes de trânsito na cidade.

No ano passado, Guarulhos registrou 149 vítimas fatais, sendo 58 por atropelamento e 45 envolvendo acidentes com motocicletas. “No município, as principais vítimas de trânsito são os pedestres, seguidos dos motociclistas”, explicou Roberto Pardinho, educador para o trânsito da Secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana, pasta que também expôs, durante o evento, motocicletas utilizadas nas fiscalizações de tráfego e aparelhos de bafômetro.

Oficinas de sensibilização

A atividade começou com a distribuição de papel e caneta aos alunos, que receberam comandos para desenhar formas geométricas e traçados. O objetivo foi mostrar que, apesar de a orientação ter sido a mesma para todos os participantes, os desenhos foram produzidos de formas diferentes. Com isso, os condutores da oficina destacaram que a diversidade de pensamento e de interpretação, assim como as limitações e barreiras devem ser respeitadas e não criticadas.

A oficina ainda levou para o Adamastor cadeiras de rodas, muletas e vendas que foram colocadas nos olhos dos estudantes. A idéia foi proporcionar a vivência, demonstrando as dificuldades que as pessoas com deficiência encontram nas ruas da cidade. “Foi bem difícil. Parecia que a toda hora eu ia bater em alguma coisa. Você não tem noção do espaço e fica na dependência do outro”, relatou Gustavo Marques Cavalcante, 17 anos, aluno do ensino médio que teve os olhos vendados.

Também estudante do ensino médio, Gustavo Moraes,  17 anos,  utilizou cadeira de rodas na oficina e disse que não encontrou muita dificuldade para concluir o percurso proposto, mas com uma ressalva: “aqui foi fácil porque o chão é liso e sem obstáculos, mas eu imagino como seria difícil se eu tivesse de andar assim nas ruas”, disse.

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