Fracasso x sucesso (Parte 1)

Colunas

Prezados leitores,

Em minha coluna, venho falando a vocês sobre liderança e seus estilos, e nos últimos dias, em função de um evento imprevisível e inevitável, que impediu-me temporariamente de realizar o cumprimento de minhas obrigações com todos vocês passei a refletir mais sobre meus artigos publicados neste, e em outros locais onde escrevo.

Notei que em muitos ambientes corporativos há muitos que se acham, ou que pensam saber muito sobre liderança, e na verdade não se comportam como líderes. Equipes com enorme potencial de sucesso falham na busca de resultados simplesmente por não haver um comando. Lembrando que comando não é saber mandar, mas motivar sua equipe de forma que ela supere as expectativas desejadas.

Como podemos ver, seria um pequeno detalhe que levaria do sucesso ao fracasso.

Particularmente, em minha trajetória como líder já tive algumas experiências em conhecer o fracasso em algum momento. Na ocasião, senti me só, com medo, totalmente inseguro.

Este sentimento levou-me a questionar qual ou quais foram meus erros.

Teria sido minha forma de falar com minha equipe?

Minha forma de agir frente aos obstáculos?

Como poderia evitar que viesse acontecer novamente?

Na ocasião, olhava para minha equipe acreditando em cada um, sabia que havia em cada um deles capacidade para realizar o trabalho, mas que de alguma forma não conseguíamos realizá-lo. Cada vez mais dúvidas surgiam.

Havia estudado artigos sobre liderança e conhecido histórias de sucesso de outros, e a cada literatura que via minha dúvida aumentava, e a maior delas seria:

Onde estou errando?

Olhava o mundo a minha volta e observava a todos.

Preso em meus pensamentos através da realidade criada por mim só enxergava o sucesso de todos, e o fracasso que estaria me perseguindo. Pessoas produziam mais, trabalhavam mais, ganhavam mais, e consequentemente se divertiam muito mais. Invejava a capacidade de conseguirem fazê-lo enquanto o fracasso seguia como meu único companheiro.

Hoje, em minhas aulas, procuro demonstrar que situações de fracassos é comum na vida de cada um que deseja empreender. Sou prova disso tudo, já que em minha trajetória profissional tive que tomar algumas decisões que me levaram ao fracasso onde levei grandes prejuízos financeiros.

Mas a grande pergunta ainda seria:

Onde estou errando?

Após, inúmeras batalhas de riscos, que me levaram de encontro, entre o sucesso e o fracasso foi possível observar que a única diferença estaria na forma em que eu pensava que seria. Como assim?

A diferença entre aquele que vence ou aquele que perde estaria relacionada a minha postura. Ou seja, a forma que iniciava um novo processo. Se acreditar que nada irá dar certo, ou me sentir derrotado na fase inicial certamente tudo dará errado. Não nascemos para fracassar, somos vencedores. A diferença entre a pessoa bem sucedida e o fadado ao fracasso é somente a forma que pensam.

O pensamento positivo deveria ser adotado por todos como uma atitude mental, e mesmo que ocorra algo que não saia a contento, o fracasso jamais deve ser encarado como tal, mas, um como um período de aprendizagem que poderemos olhar como algo positivo em nossas vidas que proporcionará uma transformação, que consequentemente fará com que venhamos a corrigir nossos próprios erros no futuro.

No Aikido, técnica da qual sou praticante há um golpe chamado MAE KAITEN UKEMI, que nada mais é que um rolamento.

A única diferença neste rolamento seria que após aprendermos as técnicas de quedas os rolamentos se tornarão um instinto natural para nos levantarmos e estarmos prontos para um novo desafio. Portanto, com as quedas estaremos desenvolvendo a forma de nos mantermos de pé. Com isso, por qual motivo não retomarmos aqueles projetos abandonados? Por qual motivo não voltamos a sonhar?

Há um poema que inspirou Nelson Mandela que descreve muito bem esta passagem.

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu – eterno e espesso,
A qualquer deus – se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei – e ainda trago
Minha cabeça – embora em sangue – ereta.

Além deste oceano de lamuria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda – eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

 

William Ernest Henley

 

Hoje, mas experiente, descobri que, após aprender com os erros, uma grande derrota na vida foi uma preparação para o meu maior crescimento, uma vitória sem igual.

Portanto, não busque desculpas como: tenho muitos concorrentes ou não sou capacitado o suficiente.

Ao invés de lamentações busque conhecimentos e aprenda com a concorrência.

A vida está sempre sorrindo para todos, e você faz parte desse grupo privilegiado.

Como já disse em artigos anteriores nada é fácil, e conquistar seu lugar ao sol não será diferente. Se o seu caminho está cheio de pedras descubra aquilo que poderá fazer com elas e simplesmente o faça. Vivemos no país das oportunidades mesmo em tempo de crises.

Devemos procurar entender as razões do fracasso, pois sabemos que aprender com os erros é fundamental.

Enfrente seus medos acreditando que poderá vence-los.

Um dia verá que o fracasso foi a forma que o tornou grande.

Marcio Sobrinho

Coach e Especialista em Desenvolvimento Pessoal

www.administradores.com.br/u/marciosobrinho

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