A Comissão Permanente de Educação, Cultura, Lazer e Turismo da Câmara de Guarulhos, dos vereadores Lauri Rocha (PSDB), Professor Rômulo Lula (PT) e Serjão Inovação (PSL), reuniu-se na tarde desta terça-feira (16) com o secretário municipal de Educação, Paulo Cesar Matheus da Silva, integrantes do Conselho Municipal de Educação e do sindicato que representa o funcionalismo público da Cidade. O objetivo do encontro era debater decreto assinado pelo prefeito Guti (PSB) normatizando a assinatura de convênios com entidades não governamentais ou privadas para a gestão de creches.
Sara Santana, presidente do Conselho Municipal de Educação, demonstrou insatisfação com o fato de se terceirizar a administração de creches localizadas em dois prédios recém-construídos pelo Município, na Vila Alzira e na Vila Galvão: “Não concordamos com o fato de a Prefeitura dispor seus prédios novos para entidades privadas, há alternativas não políticas para se resolver a carência de professores”, criticou. O secretário, por sua vez justificou a iniciativa oficial: “A situação é emergencial, estamos no limite previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal e não podemos contratar mais nenhum professor”, justificou o secretário.
Outros vereadores participaram da reunião: da Comissão de Finanças, Pastor Anistaldo (PSC) e Wesley Casa Forte (PSB), da Comissão de Administração e Funcionalismo Público, Acácio Portella (PP) e Luís da Sede (PRTB). Geraldo Celestino (PSDB), que integra as duas Comissões, deu seu ponto de vista: “A Prefeitura tem o compromisso de oferecer nestas creches ensino com a mesma qualidade das escolas da rede”, garantiu. Também presente, a vereadora Genilda Lula Bernardes (PT), discordou: “Existem alternativas de se compensar a defasagem no quadro docente, o Executivo precisa resolver este problema sem ter que terceirizar”, declarou.
Lauri Rocha, presidente da Comissão de Educação, foi questionado sobre a possibilidade de se realizar uma audiência pública sobre o assunto. “Nossa intenção é continuar realizando reuniões menores, tão democráticas quanto esta, até que se chegue a um consenso, sem a necessidade de realizar um encontro de maior dimensão”, declarou o parlamentar.








