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quinta-feira, fevereiro 12, 2026

SITUAÇÕES COMPLEXAS ENVOLVEM MUITAS VARIÁVEIS.

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 Devanildo Damião

Mestre e Doutor em gestão tecnológica

O ser humano caracteriza-se por buscar estabilidade mesmo em atividades instáveis. Parece um contra senso, todavia, especialistas explicam que mesmo em atividades perigosas a pessoa busca a estabilidade com a produção de hormônios típicas de situações de risco.

Em situações diversas buscam conforto no seu repertório de conhecimentos e não raras vezes dificulta o aprendizado do novo, do diferente. Assim, é comum utilizar muletas e distribuir os rótulos, limitados por natura, pois foram baseados em experiências de outros contextos e algumas vezes enquadrados de maneira não natural.

Ignoram-se as necessidades pontuais e típicas dos estados de crise. Falando de crise, a atual envolve aspectos sanitários, econômicos de saúde pública e socioambiental e desafia a lógica comum de buscar soluções simples, somente será melhor tratada considerando as mais variadas linhas de pensamento, negando vários pressupostos e atendendo parcialmente outros.

Talvez, a melhor maneira de enfrentar o momento é desenvolver uma postura de aprendizado, especialistas em aprendizado organizacional como Peter Senge, nos ensinam que a liberação de pré-conceitos ajuda na absorção de ideias, ficando a fase de comparação e seleção em fases mais avançadas para consolidação do novo conhecimento.

A aceitação de diferentes realidades é fundamental, sem radicalismo e posições extremas, pois o momento escancarou que todos precisam aprender e que a soma de conhecimentos sem intersecção não é suficiente para responder o momento.

A conexão de ideias irá permitir novas soluções numa sociedade que precisa ter perspectivas e alento para continuar convivendo em mínima ordem social.

Não podemos aceitar a visão maniqueísta que buscar opor e sobrepor os direitos legítimos de proteção a saúde com outros direitos legítimos de manutenção de renda e condição de consumo. Os elementos são intrinsecamente ligados e precisam de coordenação do Estado. Da mesma maneira que o Coronavírus não é somente um problema de saúde, a problemática econômica envolve outros fatores, dentro os quais a organização social.

O estado precisa VIRAR O RADAR e aumentar o peso sobre a importância da assistência social e humanizando os aparelhos do estado de alta densidade, permitindo tratar de questões complexas e importantes.

A atenção ao nosso comportamento deve ser constante, nos liberando da síndrome de Gabriela “Eu nasci assim, cresci assim e serei assim” e adotando posturas efetivas de aprendizado, buscando aprofundar nas lógicas de argumentação e motivações e diminuindo conflitos. As redes sociais devem ser utilizadas como instrumentos de agregação e não combate. Estudos evidenciam que poucas pessoas se mostram dispostas a mudar as ideias e aprender com redes sociais, a maioria utiliza como o palco para apresentar as suas virtudes, portanto, pouco efeito será obtido dos embates de ideias sem propósitos.

Devanildo Damião

Mestre e Doutor em gestão tecnológica

Pesquisador da Universidade de São Paulo

Coordenador Universitário de curso de administração.

 

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