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quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Corra ou sofra!

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O ano de 2020 tem se posicionado como um dos anos mais amargos da história recente. A pandemia causada pelo Covid19 acarretou não apenas no fechamento do espaço aéreo de países, mas também no estremecimento da relação EUA X China, fator que impacto gigantesco para a economia global. A cena dos caminhões militares levando corpos na Itália era algo inimaginável até pouco tempo.

Aqui no Brasil, o que não foi surpresa, além dos problemas globais, ficamos expostos à enorme instabilidade política. Parte de nossas lideranças tem uma enorme dificuldade de elencar prioridades e construir pontes entre setores e poderes, cenário que, inclusive, fez nossa moeda ser a que mais perdeu valor globalmente durante a pandemia.

Fora isso, há de se considerar que para o empreendedor nacional, não é tarefa das mais simples conviver com a enorme burocracia, impostos pesadíssimos, má gestão, pouca aderência as tecnologias de ponta, acesso limitado à linhas de crédito, etc. Chegamos então à conclusão de que estamos em CRISE. Correto? Talvez.

Crise vem do termo grego. krísis,eōs que significa “ação ou faculdade de distinguir, decisão, momento difícil”. Havendo, então, ao menos duas possíveis definições da palavra crise, que tal se resolvêssemos optar por “decisão” em detrimento a “momento difícil”? É como pensar na velha história do “copo cheio ou vazio”, do “enquanto uns choram os outros vendem lenço”, etc. É determinante para os líderes modernos entender que nos momentos mais árduos, o poder de decisão é o que fará com que futuro seja menos penoso.

Mas quem investiria na crise? Eu poderia citar, dezenas, centenas de empreendedores, mas vou listar aqui as belas iniciativas que me deparei ao longo dos últimos 90 dias. Os bons exemplos são dos mais variados seguimentos:
• Escolas investindo em plataformas de ensino a distância
• Empresas de tecnologia reestruturando seu negócio em uma semana
• Empresa de produtos químicos passando a produzir álcool gel
• Empresas de contabilidade se tornando digitais
• Empresas de alimentação fortalecendo comércio delivery
• Academias realizando treinos on-line
• Empresas de eventos e shows realizando grandes projetos de maneira digital
• Empresas de transporte focando em mercado e-commerce
• Empresas de advocacia investindo em estrutura para suporte à Recuperações Judiciais (por que não?)
Todos nós sabíamos que cedo ou tarde nos depararíamos a chegada de Tecnologias Disruptivas nos nossos mercados. Muito bem, ela está aqui. Aliás, já estava há tempos. Não nos aproximamos por medo ou mesmo falta de visão de longo prazo.

Por uma série de fatores os negócios que eu procuro administrar já estavam inseridos no mundo digital. Obviamente, conseguimos bons resultados mesmo durante a pandemia. Até mesmo no setor público há uma enormidade de oportunidades de melhorar a prestação de serviço aos cidadãos fazendo o bom uso da tecnologia.

Portanto, quanto olhamos para o mundo que virá pós pandemia, temos que entender que não estamos em crise. Estamos em TRANSFORMAÇÃO. Nunca é demais repetir a frase de Alvin Toffler: o analfabeto do século XXI não é o que não sabe ler ou escrever mas sim o que não sabe aprender, desaprender e reaprender.

Gustavo Prado

Diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação da Prefeitura de Guarulhos.

Responsável por importantes projetos como a implementação de conceitos de Cidade Inteligente, carros compartilhados,
Internet grátis para escolas e parques públicos além do Parque Tecnológico e
da Incubadora Pública.

Conselheiro na Universidade Eniac na Secretaria de Desenvolvimento de Guarulhos.

Expertises:
– Planejamento de negócios.
– Gestão financeira.
Processo de implementação do ERP.
– Fusões e aquisições.
– Análise de investimento e viabilidade de projetos.

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