Destaques
- A riqueza do solo e da água permite ao Brasil ser uma potência quando se observam as commodities alimentares, minerais e energéticas.
- Os ativos naturais devem ser um diferencial estratégico para o nosso país, dada o potencial da economia verde e a nossa biodiversidade
- Nos fóruns internacionais, o Brasil sempre aparece como um grande vilão, carregando grande peso nas costas fragilizadas por gestões inadequadas que datam de meio século na melhor das hipóteses
- China, Estados Unidos, Índia e Franças e outros respondem por parcela significativa das emissões de dióxido de carbono na atmosfera, o principal gás responsável pelo efeito estufa, no mundo, fato que contribui significativamente para diminuição da expectativa de uma vida sustentável.
- Todos os países precisam ter compromissos na diminuição da emissão de gases, em especial, os grandes países emissores precisam sinalizar ações para mitigar os perversos efeitos. O Governo Biden sinalizou mudanças no compromisso dos americanos.
- O Bitcoin é uma moeda virtual, não física, a qual é obtida por meio da solução de cálculos matemáticos complexos, os quais demandam computadores potentes ligados em redes específicas com alto consumo de energia.
- A China concentra cerca de 65% das mineradoras das criptomoedas e parece lógico que este consumo de energia prejudica o meio ambiente, ou seja, a moeda virtual atualmente tem um grande lastro em fumaça que agride o meio ambiente.
O Brasil dadas as suas dimensões continentais, grande população e economia diversificada, tem grande impacto no mundo, sobretudo, quando a análise envolve o hemisfério sul.
Na questão climática e de sustentabilidade, temos condições diferenciadas, dada a nossa riqueza do solo e água que nos permite ser uma potência quando se observam as commodities alimentares, minerais e energéticas.
No que se refere a preservação das riquezas temos como elemento crítico a preservação da Amazônia e o histórico de desmatamento para exploração de recursos da natureza. A pirataria é constante e torna-se fundamental desenvolver métodos, processos que possam inibir e mitigar ações que comprometam o futuro.
Os ativos naturais devem ser um diferencial estratégico para o nosso país, dada o potencial da economia verde e a nossa biodiversidade. O Brasil encontra dificuldades para estabelecer políticas públicas que permitam extrair destes ativos conhecimentos que possam dar sustentabilidade nos aspectos ambientais, econômicos e sociais.
Os efeitos adversos são a organização de grupos que buscam unicamente a exploração das riquezas com nenhum compromisso social ou mesmo ambientais, são grupos criminosos que não respeitam fronteiros e cujo objetivo é riqueza.
Nos fóruns internacionais, o Brasil sempre aparece como um grande vilão, carregando grande peso nas costas fragilizadas por gestões inadequadas que datam de meio século na melhor das hipóteses. Todavia, dentre os países foi em 2018 o 14º país em emissão de dióxido de carbono (CO2), a emissão do Brasil é cerca de 5% das emissões da China.
Todavia, quando comparados corretamente com outros países, impõem-se outra realidade, países como China, Estados Unidos, Índia e Franças e outros respondem por parcela significativa das emissões de dióxido de carbono na atmosfera, o principal gás responsável pelo efeito estufa, no mundo, fato que contribui significativamente para diminuição da expectativa de uma vida sustentável.
Os 3 países que mais emitem dióxido de carbono são também os 3 países mais populosos do mundo: China, Índia e Estados Unidos. Historicamente, os EUA lideravam a lista dos países que mais poluíram ao longo do tempo. Mas, em 2006, a China tornou-se a principal emissora do mundo, considerando que a sua matriz energética está alicerçada na queima de carvão e a Índia passou a ter as maiores taxas de crescimento das emissões na atual década.
Todos os países precisam ter compromissos na diminuição da emissão de gases, em especial, os grandes países emissores precisam sinalizar ações para mitigar os perversos efeitos. O Governo Biden sinalizou mudanças no compromisso dos americanos com a sustentabilidade e torna-se necessário um esforço global para determinar limites, ações e metas para diminuição.
Vocês devem estar perguntando e o que a questão monetária, tem relação com isso, com a Bitcoin, o qual é simplesmente uma moeda?
O Bitcoin é uma moeda virtual, não é física. Ela é obtida por meio da solução de cálculos matemáticos complexos, os quais demandam computadores potentes ligados em redes específicas, com alto consumo de energia, equivalente por exemplo, ao consumo de um país como a Argentina (bitcoin energy consumption index).
E adivinhem qual é o país que concentra a maior produção da mineração destes dados? justamente a CHINA, o país mais poluidor do mundo, com cerca de 25% das emissões. A China concentra cerca de 65% das mineradoras das criptomoedas e parece lógico que este consumo de energia prejudica o meio ambiente, ou seja, a moeda virtual atualmente tem um grande lastro em fumaça que agride o meio ambiente.
O Bitcoin precisa encontrar soluções que envolvam a energia limpa e locais com menos passivos ambientais, somente assim poderá ser sustentável, ao mesmo tempo que não seja apropriada para a popular “lavagem de recursos”.
Esperamos dos governantes que ao invés de discursos acalorados em favor da China ou qualquer outro país, coloquem o compromisso com a vida e a sustentabilidade em primeiro plano, com análises equilibradas e defesa do Brasil.
Devanildo Damião
Mestre e Doutor em gestão tecnológica
Pesquisador da Universidade de São Paulo
Professor Universitário.








