Não importam as características das instituições, elas devem possuir finalidades que podem ou não estar explicitadas, mas vão envolver esforços para alcanças os objetivos.
A gestão coloca-se como elemento fundamental, impactando a condição ou não da sustentabilidade. Gestões mais evoluídas conseguirão fazer análises do ambiente e conciliar e alinhar os interesses dos diferentes atores.
Na função de gestão, o planejamento é etapa fundamental, direcionando o conjunto de ações futuras que serão desenvolvidas, quando o planejamento não é adequado, os resultados possivelmente não serão positivos.
O planejamento configura-se como instrumento, configurando-se como direcionador da existência e funcionamento organizacional, reflete a visão da entidade e concilia os valores e a sua missão, sendo o referencial para desdobramentos conceituais para operacionais e considera os diferentes grupos e estrutura organizacional e seus diferentes níveis.
A qualidade de planejamento como toda função intensiva em conhecimento é função de retrabalho e dedicação, portanto nunca deve ser encarado como um instrumento que uma vez elaborado, ganha contornos de imutabilidade, pelo contrário, serão documentos vivos, sensíveis ao contexto e da biologia cognitiva.
Os especialistas em planejamentos estratégicos são cientes que as mudanças são intrínsecas a sua formulação e mudanças são evoluções naturais, o ponto fulcral é a manutenção de um fio condutor que permita manter a identidade.
O desdobramento direciona o roteiro da organização, definindo claramente como alcançará sua missão. Em sua essência, trata de definir metas, organizar os recursos, liderar pessoas e colocar sua organização em posição de alcançá-las.
Especificamente, a estratégia é definida pela alta direção, ou seja, os principais decisores, sendo conhecida como a arte do general. Ela envolve o conhecimento das potencialidades, o reconhecimento do espaço, o desenvolvimento dos objetivos e as maneiras mais viáveis para alcançar, envolvendo inclusive o sequenciamento e com foco sempre na finalidade considerando os meios e necessidades de desvio de rotas.
O combustível para um bom planejamento estratégico é a qualidade da informação e a mobilização destas permitirá reconhecer onde estamos, manifestar os objetivos: onde iremos chegar, e orientar os recursos: como e com que recursos faremos a transposição do conceitual para o real.
Devanildo Damião – Administrador, pesquisador, Professor Universitário e Consultor. Mestre e Doutor em gestão tecnológica, com especialização em gestão de recursos humanos, gestão da qualidade, gestão do conhecimento, gestão de projetos e gestão da inovação. Conselheiro do INEP.








