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sexta-feira, fevereiro 13, 2026

INOVAÇÕES E A RELAÇÃO VIRTUOSA ENTRE A ACADEMIA E AS EMPRESAS

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DESTAQUES

  1. Uma das lições básicas no estudo da inovação tecnológica é entender que ela se consolida e justifica-se no mercado.
  2. Depende da aceitação, ou seja, quando exibe um claro benefício econômico ou social que motive um esforço para obtê-la, uma definição mais simplista, a define como um estímulo que configure uma nota fiscal.
  3. A invenção não possui nenhum compromisso com a aceitação, ela desenvolve relações precárias, na linguagem dos jovens uma relação de “ficantes”.
  4. A inovação é bem mais complexa, pois envolvem relações em diferentes direções e relações de dependências, ela envolve um casamento da solução encontrada com o mercado que receberá os benefícios.
  5. A variável mercadológica e/ou social é impactante na diferenciação entre a invenção e a inovação.
  6. A inovação tecnológica algumas vezes posiciona-se num ponto crítico de validação que justifique a escalabilidade de determinado produto ou processo.
  7. O tecido empresarial, não se limitando as indústrias, envolvem elementos da cadeia produtiva como serviços técnicos especializados
  8. A academia configura-se com o papel de manancial de mão de obra e ao mesmo tempo de lócus qualificado para soluções de problemas

MERGULHO CONCEITUAL

Uma das lições básicas no estudo da inovação tecnológica é entender que se consolida no mercado, ou seja, quando ela exibe um claro benefício econômico ou social que motive um esforço para obtê-la.

Depreende-se que a inovação é realizada na empresa, porque é ela que comercializa a inovação. Mas as empresas não vivem sozinhas: estão inseridas num ambiente com infraestrutura tecnológica, provedores de soluções, colaboradores, universidades, clientes este contexto caracteriza um ecossistema cujos elementos de contorno serão mais ou menos propícios para o surgimento.

A variável mercadológica e/ou social é impactante na diferenciação entre a invenção e a inovação. A invenção não possui nenhum compromisso com a aceitação, ela desenvolve relações precárias, na linguagem dos jovens uma relação de “ficantes”, pode até terminar num casamento, mas, no início caracteriza-se por uma vertente unidirecional, por isso, que várias invenções não são acolhidas e sustentáveis e não atingem o nível de inovação.

A inovação é bem mais complexa, pois envolvem relações em diferentes direções e relações de dependências, ela envolve um casamento da solução encontrada com o mercado que receberá os benefícios.

Por exemplo, a invenção da máquina a vapor somente foi possível após invenções na qualidade dos aços. Este ponto, demarca e orienta algumas relações que envolvem ciência e tecnologia, posicionando neste caso, a inovação tecnológica num ponto crítico de validação que justifique a escalabilidade de determinado produto ou processo. Importante destacar que as melhorias nos processos são determinantes para ganhos de produtividades, igualmente, fundamentais para o desenvolvimento econômico, sobretudo, em localidades que não estão na fronteira do conhecimento.

Estes pontos são importantes para possamos integrar os papéis dos principias atores nesta relação, defendemos o modelo da tríplice hélice, com a presença da academia, tecido empresarial e poder público. Ao último cabe qualificação para selecionar soluções importantes e desenvolver o papel indutor, dado que será o principal beneficiário da dinâmica econômica que será instituída. Basta imaginar os benefícios das grandes empresas surgidas no Vale do Silício e que contribuíram para a California, ou mais recentemente, a província de Shenzhen para a China.

O tecido empresarial, não se limitando as indústrias, envolvem elementos da cadeia produtiva como serviços técnicos especializados, serão os demandantes com sintonia com o mercado para explorar oportunidades com o incremento de tecnologias de produtos e processos, com garantia de qualidade.

A academia configura-se com o papel de manancial de mão de obra e ao mesmo tempo de lócus qualificado para soluções de problemas, o papel de fornecimento de recursos humanos qualificados é fundamental e indiscutível, e com o aumento de competitividade emerge a necessidade de aproximação maior e dinâmica com a sociedade.

Devanildo DAMIÃO. Mestre e Doutor em gestão tecnológica, administrador com especialização em gestão de projetos, gestão da qualidade, inovação e educação. É conselheiro do Ministério da educação.

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