DESTAQUES
- A pandemia do COVID 19 que se iniciou em 2019 será um marco para os estudos nos diversos segmentos, podendo-se considerar a sigla APDP (antes pandemia e pós pandemia).
- O campo geopolítico tornou-se um cenário assombroso de inverdades, fragilidades técnicas e no presente, não temos a resposta de como a pandemia se iniciou, portanto, limitados a traçar projetos para evitar novas pandemias.
- Um efeito indesejável foi o distanciamento social, o qual levou a necessidade de interrupção das cadeias globais de fornecimento, que se configura como um modelo de interdependência entre países com distanciamento geográfico e realidades diferentes. O impacto foi devastador no modelo de domínio americano, bastante conhecido como modelo NIKE.
- A consolidação da China como ator de grande impacto no cenário mundial causa muitas dúvidas sobre os benefícios. Existe um distanciamento cultural forte com o ocidente e as negociações tendem a ser mais alicerçadas com base em recursos econômicos e não em princípios, fato que traz inseguranças.
- Dentro do contexto da industrialização, é clássico que os países com maior desenvolvimento, dominam os processos tecnológicos de transformação e importam as matérias-primas de nações em desenvolvimento com preços vantajosos.
- O domínio de combustíveis fósseis continua a ser preponderantes no transporte em grande escala e as oscilações de preços derivam principalmente de fatores de escala de produção e variação monetária.
- Essa base de preços logística é pervasiva em todos os setores, mesmo o agronegócio depende de produtos importados, com o aumento dos custos de fretes, o aumento foi repassado aos produtos.
- Não existe indícios da recomposição do poder de compra dos salários aqui no Brasil, os recursos emergenciais não geraram poupança e foram apropriados pela cadeia de produção e comercialização de alimentos e produtos básicos com aumento nos preços.
- O tempo para ajuste deste mercado vai variar e com segurança não retomará a situação anterior, teremos um novo normal, e nesta nova situação, a certeza é que seremos mais pobres e teremos que metabolizar os efeitos desta indesejável visitante, a Inflação.
CONSIDERAÇÕES E ELUCIDAÇÕES
Seguramente, a pandemia do COVID 19 que se iniciou em 2019 será um marco nos estudos de diversos segmentos, podendo-se considerar a sigla APDP (antes pandemia e pós pandemia) para designar as diferentes abordagens e resultados.
Os efeitos mais sentidos de quase 5 milhões de vida ceifadas até o momento, demonstrou as fragilidades dos modelos de saúde e sanitários em escala mundial com efeitos mais contundentes em localidades com maior adensamento populacional e infraestrutura deficitária.
O campo geopolítico tornou-se um cenário assombroso de inverdades, fragilidades técnicas e no presente, não temos a resposta de como a pandemia se iniciou, portanto, limitados a traçar projetos para evitar novas pandemias.
Um efeito indesejável foi o distanciamento social, o qual levou a necessidade de interrupção das cadeias globais de fornecimento, que se configura como um modelo de interdependência entre países com distanciamento geográfico e realidades diferentes. O impacto foi devastador no modelo de domínio americano, bastante conhecido como modelo NIKE.
A consolidação da China como ator de grande impacto no cenário mundial causa muitas dúvidas sobre os benefícios. Existe um distanciamento cultural forte com o ocidente e as negociações tendem a ser mais alicerçadas com base em recursos econômicos e não em princípios, fato que traz inseguranças.
A comunicação em processo de transição de modelos de descentralização com as redes sociais teve como principal característica a desorganização e diminuição da confiabilidade, muito difícil selecionar informações críveis e confiáveis e o novo modelo das redes sociais baseados no conflito prevaleceu, com verdades diferentes e incontornáveis entre a verdade e o modelo comercial, a regulação é uma necessidade.
O distanciamento social levou a necessidade de interrupção das cadeias globais de fornecimento, um modelo de interdependência entre países com distanciamento geográfico e realidades diferentes, criado com base no domínio americano e bastante conhecido como modelo NIKE.
Neste sistema, as atividades mais nobres de inteligência, como desenvolvimento e pesquisa dos produtos e processos e de mercado permanecem centralizadas na matriz, enquanto as atividades operacionais são distribuídas em países com menor custo de mão de obra e menor maturidade de legislações trabalhistas.
Dentro do contexto da industrialização, é clássico que os países com maior desenvolvimento, dominam os processos tecnológicos de transformação e importam as matérias-primas de nações em desenvolvimento com preços vantajosos, replicando modelos bastante conhecidos no Brasil desde a colônia, no qual a riqueza natural nos credenciou a ser grandes exportadores de commodities, mas, com pouco avanço nas atividades manufaturadas.
Para exemplificar, temos o silício nas nossas areias, este material com agregação de tecnologia se transformará em condutores, processadores de informações que são a base para os diversos equipamentos necessários ao nosso padrão de consumo, todavia, temos que importar por não produzir, principalmente embarcados nos equipamentos.
Em redes de fabricação mundial, a logística é essencial e a interrupção e paralisação é um grande fator crítico e com efeitos danosos. O domínio de combustíveis fósseis continua a ser preponderantes no transporte em grande escala e as oscilações de preços derivam principalmente de fatores de escala de produção e variação monetária. A base de preços logística é pervasiva em todos os setores, mesmo o agronegócio depende de produtos importados, com o aumento dos custos de fretes, o aumento foi repassado aos produtos.
Os efeitos destes desequilíbrios refletem nos preços, com a inflação que corrói o poder de compra das pessoas, sendo um vírus que mais danoso as pessoas com sistemas imunológicos financeiros, mas fragilizados, ou seja, aqueles sem acesso ao mercado financeiro que possibilita diminuir os impactos da diminuição do valor da moeda.
Não existe indícios da recomposição do poder de compra dos salários aqui no Brasil, os recursos emergenciais não geraram poupança e foram apropriados pela cadeia de produção e comercialização de alimentos e produtos básicos com aumento nos preços.
O tempo para ajuste deste mercado vai variar e com segurança não retomará a situação anterior, teremos um novo normal, e nesta nova situação, a certeza é que seremos mais pobres e teremos que metabolizar os efeitos desta indesejável visitante, a Inflação.
Devanildo Damião – Administrador, pesquisador, Professor Universitário e Consultor. Mestre e Doutor em gestão tecnológica, com especialização em gestão de recursos humanos, gestão da qualidade, gestão do conhecimento, gestão de projetos e gestão da inovação. Conselheiro do INEP e coordenador da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de Guarulhos.








