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sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Um dia para sempre ser valorizado

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Março é o mês que se comemora o Dia Internacional da Mulher.

Dia 8 de março não é apenas uma data vinculada aleatoriamente a comemorarmos o Dia Internacional da Mulher, ele possui raízes de profunda reflexão histórica da busca pela equidade, paridade e respeito.

Há muito tempo se discute a disparidade entre as condições entre homens e mulheres, digo isso de maneira geral, e ainda hoje constata-se condições muito desiguais.

Sempre houve desproporção e sempre houve a luta pela busca da equidade, e, mesmo assim mantém-se o desnível e a disparidade, nada razoável.

A busca pela equidade, aqui falando entre homens e mulheres, deve ser firme, forte, consistente e com objetividade, notadamente com ações práticas.

As instituições têm um papel essencial para a correção deste desnível social que é constatado diariamente, pois, a força motriz para mudança há de estar sendo conduzida por lideranças capazes de assumir seus papéis predominantes perante a sociedade.

Muito me incomoda este desnível absurdo, e sempre busco e luto pela equidade.

Quando dirigente da OAB Guarulhos, em conjunto com grandes líderes da Advocacia, coloquei que as comissões temáticas de trabalho deveriam ser divididas proporcionalmente, cinquenta por cento para mulheres e cinquenta por cento para homens.

Colocar como sendo nossa responsabilidade significa se comprometer com a mudança do cenário atual e que fará toda diferença no futuro. Deixar de lado o discurso e termos ações práticas é o caminho, especialmente para que a sociedade entenda que de fato é necessário discutir, entender o debate e realizar a mudança.

Agir e propagar as ações sempre com pensamento igualitário fará a mudança ocorrer e quebrará a barreira da tradição e do sistema paternalista que transborda em nossa sociedade.

Não raro ouço que “é necessário ter qualidades para fazer isso ou aquilo” o que dito de forma aleatória e sistemática, afasta quem já está capacitada, por isso é nossa responsabilidade agir e pensar programando o envolvimento e o engajamento de pessoas de forma equânime.

A luta pela equidade há de ser firme, dura e sem medo de críticas, afinal estamos enraizados no modo de vida automático, logo, quebrar as barreiras e aquilo que é praticado dentro desse sistema pernicioso certamente será objeto de retaliação e muitas críticas e requererá muita coragem.

Não tenho receio de dizer que busco a equidade e trabalho para que as mulheres estejam onde desejarem estar, obviamente, em condições de igualdade com os homens.

Avançar sem retrocesso é algo que deve ser realizado conjuntamente, unindo forças entre homes e mulheres, por isso, valorizar o dia Internacional da Mulher é algo extremamente importante para o real equilíbrio social.

Viva o dia 8 de março.

Viva o Dia Internacional das Mulheres.

Eduardo FERRARI Geraldes
Advogado Criminal
Conselheiro Seccional da OABSP

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