Esta semana, entre um intervalo e outro da agenda de vice-prefeito de Guarulhos e secretário de Cultura, fui almoçar num restaurante e algo visto diariamente nos noticiários aconteceu comigo.
Uma cliente, exaltada por não ser atendida, me confundiu com o garçom do local, exigindo ser atendida imediatamente. Deixo claro que o ofício citado é um dos mais nobres de todos, porque não há nada melhor do que servir o próximo.
A questão levantada é: O que levou aquela senhora a me tratar como funcionário do estabelecimento? A resposta está na cor da minha pele, que é negra. Infelizmente, apesar das inúmeras tentativas de soluções, o racismo estrutural está impregnado no país.
É uma herança discriminatória da escravidão em conjunto com a falta de medidas e ações que integrem os negros e indígenas na sociedade. Ou seja, as desvantagens e privilégios a determinados grupos étnico-raciais são reproduzidos em todos os âmbitos da sociedade.
Combater isso não é um desafio fácil e exige esforços de todos. Devemos incentivar a participação desses grupos no processo político, no acesso à educação, saúde, emprego, entre outros. Debater é necessário e, no triste fato ocorrido comigo, que inclusive já deve ter acontecido com algum conhecido seu, rever práticas institucionais
Vidas negras importam aqui, nos Estados Unidos, em todo o mundo.
Prof. Jesus – Vice-Prefeito de Guarulhos








