O despertador tocava quando ainda estava escuro. Era assim que se iniciava a semana da dona Sabina, mãe que trabalhava para sustentar o lar. Sem medir esforços, se sacrificava visando o bem-estar de seus seis filhos. Eu era um deles e vi de perto como era a rotina exaustiva dela para cuidar da família após o falecimento do meu pai.
A mulher como provedora do lar já era realidade de muitas casas desde aquela época. Décadas depois, sua importância, em diversas esferas, uma delas a econômica, só aumentou.
Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o percentual de domicílios brasileiros comandados por mulheres saltou de 25%, em 1995, para 45% em 2018, devido, principalmente, ao crescimento da participação feminina no mercado de trabalho.
Mesmo quando não geram renda diretamente, as mulheres desempenham um papel fundamental na gestão dos gastos da casa, por exemplo. Consertar uma calça rasgada, fazer economia no mercado, são apenas alguns dos exemplos das responsabilidades assumidas por elas e que têm efeitos expressivos nas finanças.
Porém, há o outro lado da história. Além de enfrentarem uma dupla jornada cada vez maior para pagar as contas e cumprir os afazeres de casa, boa parte delas ainda está nas classes mais baixas da população e ganha menos que os homens.
Mesmo com tantas adversidades, é visível ver que as mulheres estão cada vez mais dispostas a assumir as despesas de casa.
Esta reflexão não surgiu para promover uma guerra entre homens e mulheres. Acredito que cada um tem sua importância e responsabilidade, como um trabalho em equipe dentro de casa.
Fiz questão de reforçar, através de histórias reais, como a minha, além de dados estatísticos, que mulher deve ser valorizada em todo e qualquer contexto. A ela deve-se garantir o direito a tudo aquilo que é bom e justo, sempre.
Pro.Jesus – Vice-Prefeito de Guarulhos-SP








