Naturalmente, o aumento acentuado de informações, derivado das tecnologias, propiciadoras de processos de criação, armazenamento e disseminação de informações, impactou o fluxo de insumos para mobilização do conhecimento.
Ao mesmo tempo, as mudanças dos processos em vários segmentos criaram atribuições aos profissionais e redesenho das estruturas organizacionais. A gestão evoluiu aceleradamente e os modelos voltados aos resultados e satisfação dos clientes, alteraram as estruturas para modelos horizontais, resultando no aumento de responsabilidades e incorporação de novas competências.
A tríade Saber x Querer e Poder tornou-se o pilar para o desenvolvimento dos profissionais diferenciados, envolvendo os conhecimentos, habilidades e atitudes. A especificidade da capacidade de entrega, com indicadores mensuráveis, possibilita a orientação dos processos de recursos humanos em todos os níveis.
As mudanças impuseram novos desafios, os quais não podem ser analisados de maneira linear ou analógica como em tempos anteriores. Atualmente, compõem um ciclo contínuo, no qual o profissional deve reunir condições para adquirir conhecimentos, mobilizá-los de acordo com o contexto e apresentar atitudes em tempos cada vez mais reduzidos, dado que o cliente e/ou usuário está integrado diretamente a cadeia de valor da organização.
Os profissionais tornam-se empreendedores com responsabilidades sobre os resultados da empresa e necessitam buscar melhores práticas para solucionar problemas. Não existem espaços para “descansar em berço esplêndido”, cada experiência profissional torna-se componente da trajetória e facilmente acessável, com o aumento de oferta de profissionais. A boa reputação pode ser um fator decisivo para oportunidades melhores.
O componente: responsabilidade tende a ser observado com maior cuidado, com as novas modalidades de trabalho sem a presença física, os resultados serão os elementos de composição entre a oferta e demanda de profissionais, profissional responsável deve ser um profissional organizado.
Os competentes conseguirão “entregar” os resultados planejados, pela mobilização de recursos (conhecimentos, habilidades e atitudes), e as estratégias de gestão voltadas ao controle, cederão espaços para estratégias de comprometimento. O custo do tempo para controle não agrega valor diretamente aos resultados e tende a ser reduzido, e transformado em ações para aumentar a competência organizacional.
Depreende-se desta reflexão, que o comportamento deve buscar constantemente o aprendizado, diminuir o desperdício de tempo para atividades fúteis e inúteis e substituir por aprendizado, as plataformas são ricas em conteúdo, mas, para acessá-los os neurônios precisam estar latentes para conectar a informação. Aproveite cada momento e lembre-se “a capacidade de transformar informação em novo conhecimento deriva do estoque de conhecimentos que você possui para realizar novas sinapses.
Desenvolva atividades que permitam a socialização produtiva, bons relacionamentos, unir o útil ao agradável e evitar desgastes e desvios com pessoas tóxicas. Pessoas são diferentes e somente modificam o pensamento se decidirem fazer isso, caso contrário, não desperdice o seu recurso tempo.
Comportamentos bons seguem escalas, um acadêmico de prestígio de maneira provocativa acentua que para mudar o mundo, precisamos inicialmente arrumar a nossa cama.
Cada momento, é uma oportunidade de mostrar o que somos, a identidade, os valores., educação, postura, dedicação indicam comportamentos em várias dimensões, pessoas competentes são almejadas e requisitadas.
DEVANILDO DAMIÃO
Mestre e Doutor em gestão tecnológica, administrador, consultor, professor universitário e Conselheiro em educação superior.








