Sensores vestíveis biodegradáveis para plantas, que permitem acompanhar em tempo real a saúde e as necessidades das lavouras, são desenvolvidos por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), em parceria com instituições científicas brasileiras. Diferentemente dos métodos convencionais, que dependem de análises pontuais ou de drones e câmeras, os sensores vestíveis são aplicados diretamente em folhas, caules ou frutos, coletando continuamente dados sem prejudicar o crescimento das plantas.
Esta tecnologia, apontada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das 10 mais promissoras para o futuro, pode monitorar desde níveis de nutrientes, umidade e pH, até sinais de doenças, pragas e estresse hídrico. A pesquisa é descrita em artigo da revista científica Analytical Chemistry.
LEIA TAMBÉM: Técnica da Unicamp com nanopartículas de carbono aumenta produtividade de culturas agrícolas
“Esses dispositivos oferecem aos agricultores uma ferramenta inédita para tomar decisões rápidas e precisas, reduzindo perdas e aumentando a produtividade com menor impacto ambiental”, explica o pesquisador Paulo Raymundo Pereira, do IFSC, um dos autores do artigo.
O diferencial dessa tecnologia está no uso de materiais biodegradáveis e sustentáveis, como polímeros derivados do amido e da celulose, substituindo os plásticos tradicionais que provocam degradação. Ou seja: além de ajudarem no manejo agrícola, os sensores também reduzem a geração de resíduos tóxicos.
A integração com inteligência artificial, internet das coisas e análise em nuvem permitirá que os dados sejam processados automaticamente. Isso pode auxiliar agricultores a ajustar irrigação, fertilização e até prever surtos de doenças com base nos padrões detectados.








