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terça-feira, janeiro 13, 2026

Qualidade das rodovias brasileiras melhora em 2025, aponta pesquisa da CNT

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As estradas brasileiras não são apenas corredores logísticos. São, todos os dias, o ambiente de trabalho de milhões de motoristas profissionais e a espinha dorsal de uma economia que depende do transporte rodoviário para fazer o país circular. Quando a qualidade do asfalto melhora, o efeito aparece na prática, no tempo de viagem, no custo operacional e, principalmente, na segurança.

É esse o retrato da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, que avaliou 114.197 quilômetros de rodovias pavimentadas e registrou avanço em relação a 2024. A proporção de trechos classificados como ótimos ou bons subiu para 37,9%, ante 33% no ano anterior. Já os trechos avaliados como ruins ou péssimos caíram de 26,6% para 19,1%. A categoria regular manteve patamar semelhante, com 43% em 2025.

Segurança viária começa na condição da estrada

A pesquisa também aponta redução de pontos críticos, que passaram de 2.446 em 2024 para 2.144 em 2025, indicando melhora em ocorrências associadas a buracos grandes, erosões e quedas de barreira. O levantamento analisou 22 variáveis relacionadas ao pavimento, à sinalização e à geometria da via, com metodologia 100% digital e uso de novas tecnologias e inteligência artificial.

Para o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), os números reforçam um ponto central: rodovia bem cuidada significa menos risco e mais previsibilidade para quem trabalha na boleia, especialmente em operações que exigem regularidade, controle de tempo e redução de perdas.

“Quando uma rodovia recebe manutenção de verdade, o motorista sente na hora. Quando não está bem cuidada, ele sente antes ainda”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg). “A estrada precisa oferecer previsibilidade. Sem isso, quem vive da boleia trabalha sempre em desvantagem.”

O Sinaceg é uma entidade patronal que congrega uma cadeia de 5.000 trabalhadores diretores envolvidos no transporte de veículos zero quilômetro.

Gestão contínua reduz custo, risco e atraso

Ao detalhar o desempenho por tipo de gestão, o estudo mostra redução dos trechos ruins tanto em rodovias concedidas quanto em rodovias públicas. Entre as concedidas, 618 quilômetros foram classificados como ruins em 2025, ante 1.609 km em 2024. Nas rodovias públicas, houve redução de 23,3% nos trechos avaliados como ruins.

A CNT atribui o resultado à expansão das concessões e ao melhor direcionamento de recursos na malha pública. Ao apresentar os dados, o presidente da Confederação, Vander Costa, defendeu a manutenção de investimentos públicos e a diretriz de “privatizar o que for possível”, preservando atenção às regiões com menor atratividade econômica para o setor privado.

Na avaliação do Sinaceg, a melhora registrada em 2025 é positiva, mas o país ainda convive com uma extensão significativa de rodovias em condição regular, cenário que pressiona custos e amplia a exposição ao risco. Em um país em que o transporte rodoviário concentra grande parte do fluxo de mercadorias e onde motoristas profissionais sustentam a rotina logística diariamente, a qualidade do pavimento não é um detalhe técnico, mas um fator direto de segurança pública e produtividade.

Para Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg, essa agenda deve ser tratada como política permanente, com planejamento e continuidade na conservação, evitando ciclos de melhora pontual seguidos por degradação.

“Rodovia boa não é luxo. É condição mínima para que o transporte de veículos aconteça com segurança e previsibilidade. Quando a estrada melhora, reduz acidente, reduz custo, reduz atraso. Quando fica no regular, o risco e o prejuízo continuam rondando a operação”, afirma Galdino, diretor regional do Sinaceg.

A pesquisa também aponta redução de pontos críticos, que passaram de 2.446 em 2024 para 2.144 em 2025, indicando melhora em ocorrências associadas a buracos grandes, erosões e quedas de barreira. O levantamento analisou 22 variáveis relacionadas ao pavimento, à sinalização e à geometria da via, com metodologia 100% digital e uso de novas tecnologias e inteligência artificial.

Para o Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg), os números reforçam um ponto central: rodovia bem cuidada significa menos risco e mais previsibilidade para quem trabalha na boleia, especialmente em operações que exigem regularidade, controle de tempo e redução de perdas.

“Quando uma rodovia recebe manutenção de verdade, o motorista sente na hora. Quando não está bem cuidada, ele sente antes ainda”, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg). “A estrada precisa oferecer previsibilidade. Sem isso, quem vive da boleia trabalha sempre em desvantagem.”

O Sinaceg é uma entidade patronal que congrega uma cadeia de 5.000 trabalhadores diretos envolvidos no transporte de veículos zero quilômetro.

Gestão contínua reduz custo, risco e atraso

Ao detalhar o desempenho por tipo de gestão, o estudo mostra redução dos trechos ruins tanto em rodovias concedidas quanto em rodovias públicas. Entre as concedidas, 618 quilômetros foram classificados como ruins em 2025, ante 1.609 km em 2024. Nas rodovias públicas, houve redução de 23,3% nos trechos avaliados como ruins.

A CNT atribui o resultado à expansão das concessões e ao melhor direcionamento de recursos na malha pública. Ao apresentar os dados, o presidente da Confederação, Vander Costa, defendeu a manutenção de investimentos públicos e a diretriz de “privatizar o que for possível”, preservando atenção às regiões com menor atratividade econômica para o setor privado.

Na avaliação do Sinaceg, a melhora registrada em 2025 é positiva, mas o país ainda convive com uma extensão significativa de rodovias em condição regular, cenário que pressiona custos e amplia a exposição ao risco. Em um país em que o transporte rodoviário concentra grande parte do fluxo de mercadorias e onde motoristas profissionais sustentam a rotina logística diariamente, a qualidade do pavimento não é um detalhe técnico, mas um fator direto de segurança pública e produtividade.

Para Márcio Galdino, diretor regional do Sinaceg, essa agenda deve ser tratada como política permanente, com planejamento e continuidade na conservação, evitando ciclos de melhora pontual seguidos por degradação.

“Rodovia boa não é luxo. É condição mínima para que o transporte de veículos aconteça com segurança e previsibilidade. Quando a estrada melhora, reduz acidente, reduz custo, reduz atraso. Quando fica no regular, o risco e o prejuízo continuam rondando a operação”, afirma Galdino, diretor regional do Sinaceg.


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