As férias de verão são sinônimo de descanso, viagens, praia e piscina, mas também representam um período de maior atenção para a saúde da pele. O aumento da exposição solar, o contato frequente com água da piscina ou do mar e as mudanças na rotina favorecem o surgimento de problemas dermatológicos. De acordo com o dermatologista Antonio Lui, do Hospital Santa Casa de Mauá, entre os contratempos mais comuns estão as queimaduras solares, manchas, micoses e dermatites.
A exposição solar excessiva, especialmente sem proteção adequada, é um dos principais fatores de risco. “O sol é importante para o organismo, mas a exposição sem controle pode provocar desde queimaduras imediatas até danos cumulativos, que aumentam o risco de câncer de pele ao longo da vida”, alerta o dermatologista.
O uso correto do protetor solar é uma das principais medidas de cuidado. Segundo o especialista, o produto deve ter fator de proteção solar (FPS) adequado ao tipo de pele, ser aplicado em quantidade suficiente e reaplicado a cada duas horas ou antes em caso de suor excessivo ou contato com água. Um erro muito comum é usar o protetor apenas uma vez ao dia ou esquecer de áreas mais sensíveis como orelhas, pés, mãos e pescoço.
As crianças merecem cuidado especial. A pele infantil é mais delicada e vulnerável aos danos causados pela radiação ultravioleta. Queimaduras solares na infância aumentam significativamente o risco de problemas dermatológicos na vida adulta. Para os pequenos, as recomendações são as mesmas, porém devem ser ainda mais rigorosas, sempre com uso de protetor solar específico, roupas com proteção UV, chapéus e preferência por horários de menor incidência solar, antes das 10h e após às 16h.
Após o contato com piscina e mar, os cuidados devem continuar. O cloro e a água salgada podem ressecar a pele e favorecer o surgimento de irritações, dermatites e infecções fúngicas. Desta forma, é fundamental enxaguar o corpo com água doce logo após sair da piscina ou do mar e utilizar hidratantes para restaurar a barreira cutânea. Permanecer com roupas de banho molhadas por longos períodos também aumenta o risco de micoses, especialmente em regiões de dobras.
Outro alerta importante está relacionado ao uso de banheiros públicos, vestiários e áreas comuns de piscinas. Andar descalço nesses ambientes facilita a contaminação por fungos e bactérias. O ideal é sempre utilizar chinelos ou sandálias, secar bem os pés após o banho e evitar compartilhar toalhas, calçados ou objetos de uso pessoal.
Sinais como coceira persistente, ardor frequente, manchas que surgem ou mudam de cor, lesões que não cicatrizam ou descamação intensa não devem ser ignorados. Nessas situações, a avaliação com um dermatologista é fundamental para o diagnóstico correto e o tratamento adequado, evitando a evolução de quadros simples para problemas mais complexos.
A hidratação também desempenha papel fundamental na saúde da pele durante o verão. Além do uso diário de loções hidratantes adequadas ao tipo de pele, é essencial manter a hidratação do organismo. Beber água regularmente ajuda a manter a elasticidade da pele, melhora a função da barreira cutânea e contribui para o equilíbrio do organismo como um todo. Uma alimentação leve, rica em frutas, verduras e alimentos com alto teor de água também favorece a saúde da pele.
O Hospital Santa Casa de Mauá está localizado na Avenida Dom José Gaspar, 1374 – Vila Assis – Mauá – fone (11) 2198-8300. https://santacasamaua.org.br/ .








