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sexta-feira, fevereiro 20, 2026

 Nova lei sobre recarga de veículos elétricos em condomínios pressiona a rede de energia: especialista analisa impactos

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Uma nova lei em São Paulo passou a estabelecer que condomínios não podem mais impedir a instalação de pontos de recarga para veículos elétricos, desde que sejam cumpridas as exigências técnicas, normas de segurança e regulamentações do Corpo de Bombeiros. A medida tem ampliado o debate entre síndicos, moradores e administradoras, especialmente sobre infraestrutura elétrica, custos, responsabilidade técnica e adequações prediais.

Mas o impacto vai além do ambiente condominial e passa a ser um tema estrutural para o sistema elétrico da cidade. “Quando olhamos isso pela ótica da rede, o desafio ganha outra dimensão. Se apenas 5% da frota de São Paulo fosse eletrificada, com carregadores de 7 kW nas garagens — o que significa, na prática, uma vaga elétrica a cada 20 — estamos falando de uma carga adicional massiva de potência sendo demandada da rede de distribuição. Isso pressiona transformadores, infraestrutura local e a capacidade do sistema como um todo”, explica Pedro Bittencourt, CTO da TYR Energia.

Segundo o executivo, a discussão deixa de ser apenas jurídica ou condominial e passa a ser energética e urbana. “A eletrificação é inevitável. A tendência é clara, e a pressão sobre a rede de distribuição vai crescer progressivamente. Por isso, esse tipo de legislação precisa vir acompanhado de planejamento de demanda, redistribuição de carga, inteligência energética e novos modelos de consumo.”, avalia.

Por outro lado, a lei traz inúmeras oportunidades. Além de permitir a expansão da mobilidade sustentável, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa, ela pode funcionar como catalisador de toda uma cadeia produtiva local. Eletricistas especializados, empresas de software e carregadores e instaladoras ganham um mercado potencial expressivo. 

Bittencourt está à disposição para comentar os impactos da nova lei, os desafios técnicos para condomínios, os efeitos sistêmicos na rede de distribuição e como modelos estruturados de gestão energética podem viabilizar a expansão da recarga de veículos elétricos de forma segura, eficiente e sustentável.

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