O perigo de ser a mulher que resolve tudo!
Me conta a verdade, você é aquela mulher que todos procuram quando tem um problema? Aquela que se orgulha de sempre ter uma solução para tudo?
A sociedade nos ensinou nas últimas décadas a sermos uma supermulher, aquela que é a base de tudo e de todos. Se você não carregar tudo nas costas, o mundo desmorona! Se você não fizer, ninguém fará melhor! Você é poderosa e tem que dar conta de tudo! A mulher é multitarefa, só ela consegue fazer tudo ao mesmo tempo! Você é a responsável pelo equilíbrio de tudo!
Não é assim? Não são essas as frases que você tem ouvido nos últimos anos?
Pois preste atenção, minha querida amiga: Mentiram pra você e pra mim!
Não, nós não somos obrigadas a dar conta de tudo e de todos. Ser a própria prioridade não é egoísmo, é sobrevivência!
E hoje eu quero te trazer um alerta: Existe um grande perigo em você se colocar nesse lugar – o de resolver tudo!
Esse lugar de “resolvê-tudo” parece um trono de poder, mas na verdade é uma jaula de vidro. Ele nos dá uma falsa sensação de controle, enquanto, por dentro, estamos nos desintegrando.
Como sua mentora e alguém que estuda a mente humana há décadas, quero te mostrar os três perigos reais de ocupar esse papel:
- O Vício na Adrenalina da Crise: Quando você se torna a “solucionadora oficial”, seu cérebro vicia no ciclo “problema-resolução”. Você só se sente útil e valorizada quando está apagando um incêndio. O perigo é que, inconscientemente, você começa a buscar (ou permitir) problemas para continuar sentindo que tem valor.
- A Invalidação de Quem Está ao Seu Redor: Ao resolver tudo para todos, você impede que seus filhos, seu parceiro e sua equipe cresçam. Você cria dependentes, não parceiros. E o pior: depois você se sente sozinha e reclama que “ninguém faz nada”, sem perceber que foi você quem não deixou espaço para que fizessem.
- O Colapso do “Sistema Operacional”: Você é humana, não um algoritmo. Carregar o peso das decisões de todo mundo drena sua energia vital. Chega um momento em que a sua mente não aguenta mais e o seu corpo “puxa o freio de mão” através de doenças, crises de pânico ou uma apatia profunda.
O que a Neurociência diz sobre a Ansiedade de Alta Performance?
Você já ouviu falar em Ansiedade de Alta Performance? É aquela ansiedade que não te paralisa, mas te impulsiona a fazer cada vez mais. No seu cérebro, isso acontece porque a sua Amígdala (o centro do medo) está em hiperatividade, enviando sinais constantes de que “algo vai dar errado se você não agir”.
Para compensar esse medo, você sobrecarrega o seu Córtex Pré-Frontal tentando prever todos os cenários e resolver todos os problemas antes mesmo que eles aconteçam. O resultado é um cérebro que nunca descansa.
Você está em modo de “luta ou fuga” 24 horas por dia. O seu sistema nervoso está frito, mas como você entrega resultados, ninguém percebe que você está sofrendo. É uma ansiedade invisível, porque ela é premiada pela sociedade.
E como você já acompanha aqui na minha coluna, quero te levar a refletir, mas também a agir e por isso vou te deixar uma atividade prática, para te ajudar nessa situação.
Atividade Prática: A Regra dos 10 Minutos e o “Não” Estratégico
Para começar a sair desse lugar de sobrecarga hoje mesmo, quero que você aplique uma técnica de gestão emocional:
- A Pausa de Resposta: Sempre que alguém te trouxer um problema que não é seu, não responda imediatamente. Diga: “Vou pensar e te falo em 10 minutos”.
- A Pergunta de Ouro: Nesses 10 minutos, pergunte-se: “Eu REALMENTE preciso resolver isso ou estou apenas querendo me sentir necessária?”.
- Delegue a Solução: Em vez de dar a resposta, devolva com uma pergunta: “O que você sugere que façamos?”. Isso treina o outro a pensar e tira o peso das suas costas.
Minha amiga, ser uma mulher forte não significa ser uma mulher sobrecarregada. A verdadeira liderança — seja na sua empresa ou na sua casa — começa com a autogestão. Se você não está bem, nada ao seu redor ficará bem por muito tempo.
Nenhum sucesso nos negócios justifica a falência da sua saúde mental. Está na hora de você deixar de ser a “mulher que resolve tudo” para ser a mulher que escolhe o que é essencial.
Se você sente que a ansiedade invisível está consumindo seus dias e que você se perdeu de si mesma no meio de tantas obrigações, eu te espero no AMEse (Acelerador de Mulheres Executivas – Saúde Emocional). Lá, nós vamos juntas desconstruir essa supermulher para que a mulher real, potente e saudável possa finalmente aparecer.
Você aceita o desafio de soltar uma dessas resoluções hoje?
Giovana Quini é neuropsicanalista com mais de 30 anos de experiência em gestão empresarial e hoje continua cuidando de mulheres, ajudando a saírem da sobrecarga e da anulação para conquistar uma vida mais leve sem deixar a alta performance de lado.








