Adolescente de 15 anos morreu após a van em que viajava ser atingida por um caminhão sem freios
Um acidente registrado na véspera do feriado de Tiradentes no Paraná, causado por um caminhão sem freios e que resultou na morte de um adolescente de 15 anos, reacende o alerta sobre as condições dos veículos que transitam pelas rodovias brasileiras. A falta de manutenção e a imprudência dos motoristas são fatores determinantes para colocar em risco a segurança no trânsito.
Para o diretor do Sindirepa-PR, Evaldo Kosters, o caso evidencia um problema que vai além de uma ocorrência isolada. “É mais um sinistro envolvendo veículos de carga com problemas no sistema de frenagem. Isso acontece porque muita gente prefere apostar na sorte e ainda encara a manutenção veicular como um item desnecessário. Nas rodovias, um veículo sem condições adequadas pode transformar uma situação comum em um acidente grave, como mostram as estatísticas”, analisa.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal no Paraná (PRF/PR), o caminhão envolvido na ocorrência foi autuado, reforçando um padrão observado em diferentes atendimentos, com situações em que irregularidades contribuem para agravar acidentes, especialmente em trechos de maior fluxo e velocidade.
Um balanço recente da PRF apontou uma redução de 2,3% no número de mortes nas rodovias federais do Paraná em 2025. Ainda assim, os dados reforçam que acidentes graves continuam sendo registrados no estado, muitos deles associados a fatores evitáveis, como condições inadequadas dos veículos e falhas de manutenção. “A diminuição no número de mortes é importante, mas não muda o fato de que ainda estamos falando de acidentes que, em muitos casos, poderiam ser evitados. Quando a gente olha para manutenção, estamos falando de itens básicos, como freios, pneus, suspensão, que impactam diretamente na capacidade de resposta do veículo. Na estrada, qualquer falha vira risco real, e muitas vezes com consequências graves”, pontua.
REALIDADE BRASILEIRA
Levantamentos da Confederação Nacional do Transporte (CNT) indicam que mais de 30% da frota brasileira circula com algum tipo de deficiência de manutenção. Esse cenário impacta diretamente a segurança viária, aumentando o risco de falhas em momentos críticos, como frenagens de emergência ou condução em rodovias de alto fluxo.
No Paraná, o problema ganha proporção maior em corredores como BR-277 e BR-376, onde o volume intenso de veículos — especialmente de carga — amplia o impacto de qualquer falha mecânica, com potencial para provocar colisões em sequência e interdições.
Segundo Evaldo Kosters, a revisão preventiva precisa fazer parte do planejamento de qualquer viagem. “Não é uma questão técnica apenas, é uma decisão de segurança”, completa.








