Entenda como o avanço do saneamento é peça fundamental para redução da poluição em até 55% em rios da Grande SP

spot_img
spot_img

Alimentados por dezenas de córregos e afluentes, os dois rios mais importantes que cortam a cidade de São Paulo são o Tietê e o Pinheiros. Ambos estão poluídos há décadas e o principal responsável é o esgoto in natura despejado diariamente em seus respectivos leitos.

Em função disso, a principal arma do Governo de São Paulo para despoluir os rios e mananciais tem sido o investimento histórico em saneamento básico em todos os municípios da Região Metropolitana. Desde 2024, quando a Sabesp foi desestatizada, cerca de 10 bilhões de litros de esgoto passaram a receber tratamento adequado e não são mais despejados em rios e mananciais todos os dias. Isso equivale a cerca de 4 mil piscinas olímpicas a menos de dejetos na natureza, diariamente.

Essa redução se deve à inclusão de 3 milhões de residências nas redes de coleta e tratamento de esgoto em todo o estado, medida possível após o aumento de investimentos em 120%, passando de R$ 6,9 bilhões para mais de R$ 15 bilhões após a desestatização da Sabesp.

A despoluição dos rios e mananciais faz parte do projeto Integra Tietê, criado pelo Governo de São Paulo em parceria com a Sabesp. Trata-se do maior programa de despoluição já realizado no estado, cujo objetivo é ampliar a coleta e o tratamento de esgoto e promover a recuperação ambiental do rio Tietê e seus afluentes ao longo de mais de 1.100 km. Na Capital e Grande São Paulo estão sendo executados 42 conjuntos de obras lineares, que incluem a instalação de novas tubulações, estações de bombeamento e a ampliação de Estações de Tratamento de Esgoto  (ETEs).

LEIA TAMBÉM: Ondas ultrassônicas vão ajudar a conter avanço das algas no Tietê

Dados da Cetesb apresentados nesta quarta-feira (10), no Dia Mundial do Meio Ambiente, apontam que a concentração de matéria orgânica no Rio Pinheiros caiu em três dos quatro pontos monitorados entre 2024 e 2026:  55% na calha da Barragem de Pedreira, 29% na Ponte do Socorro e 26% na Usina São Paulo nos cinco primeiros meses do período analisado.  Em relação aos afluentes do Pinheiros, dois em cada três afluentes monitorados apresentaram melhora no período, com reduções superiores a 40% em alguns dos córregos historicamente impactados.

No Rio Tietê, os dados apontam a evolução do programa de despoluição nos últimos dois anos, com redução de 46 toneladas por dia na carga de poluição transportada, de 219 toneladas/dia para 173 toneladas/dia. Dos 30 afluentes monitorados pela Cetesb, sete em cada 10 quilômetros quadrados monitorados registraram evolução positiva na qualidade da água. 

“Isso não é mágica, é investimento, é obra. Vários pontos de melhoria que a gente vê no Tietê e no Pinheiros, que é um afluente também do Tietê. O saneamento é dignidade, causa um grande impacto na vida das pessoas, então é importante a gente ressaltar todo o trabalho que a gente fez com a desestatização ”, disse a secretária de Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

spot_img

Em alta

spot_img
spot_img

Notícias relacionadas