Polícia de SP prende grupo em falsa central bancária na zona leste da capital

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Suspeitos se passavam por funcionários de banco e usavam dados pessoais e links para obter informações bancárias, acessar telas de celulares e realizar transações

Policiais civis do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prenderam três mulheres e um homem em flagrante após localizar uma falsa central bancária em um apartamento no bairro José Bonifácio, na zona leste de São Paulo, na segunda-feira (10). No imóvel, os agentes apreenderam celulares e outros materiais usados para aplicar golpes contra as vítimas.

A equipe identificou o endereço após receber informações sobre uma central clandestina de fraudes bancárias. Ao chegarem ao apartamento, os policiais foram atendidos por uma das investigadas. Ao verem os agentes, o homem que estava no local arremessou celulares pela janela, enquanto outras duas mulheres correram para um dos quartos. 

Durante a abordagem e a vistoria no imóvel, foram encontrados cinco notebooks, 13 celulares, quatro máquinas de cartão de crédito e débito e 33 chips de celular. Todo o material foi apreendido e encaminhado para a perícia.

Segundo a investigação, os aparelhos eram usados nos golpes por meio de aplicativos de mensagens. Em um deles, os policiais encontraram conversas nas quais uma das investigadas se apresentava como gerente de um banco e dizia às vítimas que seria responsável pelo gerenciamento de suas contas.

Os envolvidos recebiam bases de dados com informações pessoais das vítimas, que eram usadas para tornar os contatos mais convincentes. Com esses dados, os criminosos buscavam obter informações bancárias, como número de contas, cartões e senhas. As informações também eram usadas para realizar transferências e transações com cartões. 

Em um dos casos, as vítimas eram orientadas a fazer supostas atualizações cadastrais ou seguir procedimentos de segurança, recebendo links que permitiam o compartilhamento da tela do celular. Com isso, os investigados conseguiam visualizar informações sigilosas e, em alguns casos, habilitar os próprios aparelhos para movimentar as contas das vítimas.

As máquinas de cartão também eram usadas nas fraudes. Com os dados dos cartões, os investigados realizavam transações ou induziam as vítimas a fazer transferências via Pix por meio de QR Codes gerados nos próprios equipamentos.

Os quatro envolvidos foram presos em flagrante por estelionato e associação criminosa. Dois veículos também foram apreendidos. O caso foi registrado na 1ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat).

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