Transporte metroferroviário ultrapassa 2,5 bilhões de passageiros e amplia rede em 2025

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Painel CNT do Transporte Metroferroviário mostra crescimento de 0,8% na demanda em 2025, expansão da malha ferroviária e predominância da infraestrutura na região Sudeste

O transporte metroferroviário brasileiro manteve a trajetória de crescimento em 2025 e transportou 2,59 bilhões de passageiros ao longo do ano, alta de 0,8% em relação a 2024. Em média, 8,68 milhões de pessoas utilizaram diariamente os sistemas de trilhos em dias úteis, reforçando a importância da modalidade para a mobilidade urbana nas principais regiões metropolitanas do país. Os dados fazem parte do Painel CNT do Transporte Metroferroviário, elaborado pela Confederação com base em informações da ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos). O resultado reflete um processo de recuperação, embora ainda haja a necessidade de novos investimentos e políticas públicas de incentivo para superar o patamar histórico de 3,23 bilhões de passageiros atingido em 2019.

Além da evolução na demanda, o país também ampliou sua infraestrutura. A malha metroferroviária alcançou 1.144,8 quilômetros de extensão, crescimento de 0,7% em relação ao ano anterior, distribuídos em 49 linhas e 647 estações — número 2,2% superior ao registrado em 2024. Os trens urbanos concentram a maior parte da capacidade instalada nacional, com 536,1 quilômetros de vias, seguidos pelos metrôs (310,8 km), VLTs a diesel (252,4 km), VLTs elétricos (47 km) e monotrilhos (14,5 km).

A concentração metroferroviária permanece no Sudeste, que reúne 62,1% da malha nacional, com 711 quilômetros de extensão, 30 linhas e 411 estações. O Nordeste aparece logo depois, com 30,5% da rede, enquanto Centro-Oeste e Sul respondem, cada um, por 3,7% da infraestrutura instalada. Essa diferença regional reforça o desafio de equilibrar a distribuição nacional de transporte público sobre trilhos para alcançar um contingente maior da população.

A mesma predominância é observada na movimentação de passageiros. São Paulo lidera com ampla vantagem, registrando média de 6,6 milhões de passageiros por dia útil. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (1,15 milhão), Bahia (400,4 mil) e Distrito Federal (153,5 mil).

Entre os sistemas individuais, o Metrô de São Paulo é o mais movimentado do país, com média diária de 2,97 milhões de passageiros. Na sequência estão a CPTM (1,56 milhão), a ViaMobilidade Linhas 8 e 9 (803 mil), o Metrô Rio (715,6 mil) e a ViaQuatro (671 mil).

Eficiência operacional varia entre os sistemas

O levantamento ainda evidencia diferenças significativas nos intervalos mínimos entre trens, indicador que influencia diretamente a oferta do serviço.

A ViaQuatro apresenta o menor intervalo do país, de apenas 1 minuto e 54 segundos, seguida pelo Metrô de São Paulo, com 2 minutos e 12 segundos. Na outra ponta, com os maiores intervalos do país, estão sistemas como a CBTU João Pessoa, cujo menor intervalo chega a 55 minutos, além do Metrofor Sobral (48 minutos) e do Metrofor Cariri (45 minutos).

Considerando as modalidades, os metrôs registram o menor intervalo médio entre composições (5 minutos e 48 segundos), seguidos pelos trens urbanos (6 minutos e 18 segundos) e pelos VLTs elétricos (7 minutos). Os VLTs movidos a diesel apresentam intervalo médio de 34 minutos.

Frota supera 5 mil carros de passageiros

Em 2025, a frota nacional alcançou 5.104 carros de passageiros, com média de cinco carros por composição. O estado de São Paulo concentra mais da metade desse total, com 3.124 carros, seguido pelo Rio de Janeiro, com 1.146. A operação do Metrô de São Paulo possui a maior frota individual do país, com 1.041 carros, acompanhado pela CPTM, com 960, e pela SuperVia, com 536.

A série histórica apresentada pelo painel mostra que o setor continua recuperando a demanda perdida durante a pandemia. Depois da queda de 46,6%, registrada em 2020, o número de passageiros voltou a crescer de forma consistente nos anos seguintes, chegando aos atuais 2,59 bilhões de usuários anuais. Embora ainda abaixo do recorde de 3,23 bilhões de passageiros, registrado em 2019, o desempenho de 2025 confirma a continuidade da recuperação do transporte sobre trilhos no país, alinhando-se aos objetivos globais de eficiência e sustentabilidade na mobilidade urbana.

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