Mães que doam leite materno não enfrentam riscos adicionais à saúde de seus ossos, mostra estudo da Unesp

spot_img
spot_img

A gravidez e a lactação são períodos em que o corpo da mulher passa por grandes transformações. Uma delas é o aumento da necessidade de cálcio. Primeiro, para atender às necessidades do organismo ao mesmo tempo em que ocorre a formação do esqueleto do feto em seu ventre. E, em seguida, para a produção do leite materno que vai nutrir o bebê nos primeiros meses – ou anos – de vida.

Caso não haja disponibilidade suficiente do mineral no corpo da mãe, o organismo irá obtê-lo do próprio esqueleto. Isso pode resultar em perda de massa óssea, em percentuais que variam de 3% a 10%, durante os primeiros quatro meses de amamentação. Porém, quando o aleitamento passa a ser complementado, o que acontece a partir da introdução alimentar do bebê após seis meses de aleitamento exclusivo, e ocorre a normalização dos níveis hormonais e o retorno da menstruação, a massa óssea da mãe volta a se recompor.

Diante dessa condição que pode impactar a saúde e a qualidade de vida futura das mulheres, uma vez que a fragilidade dos ossos pode levar a fraturas, a professora Tamara Beres Lederer Goldberg e duas orientandas de doutorado do Programa de Pós-graduação em Tocoginecologia, da Faculdade de Medicina da Unesp em Botucatu, decidiram investigar se o volume de leite produzido é capaz de interferir na perda de massa óssea, comparando mulheres que amamentam apenas os próprios bebês com aquelas que também fazem doações a bancos de leite humano.

“Imaginávamos que produzir um volume maior de leite resultaria em uma maior perda de massa óssea”, explica a docente coordenadora do estudo. “Mas a resposta é não. O acometimento é o mesmo.” Os resultados foram publicados no Jornal de Pediatria.

spot_img

Em alta

Notícias relacionadas