Não importa o que a oposição de esquerda vitupere ferinamente, mas a verdade é que o governo Bolsonaro vem realizando.
A reforma da Previdência, por mais dolorosa que possa ser para alguns, por mais que tenha sido atenuada no Congresso, foi fundamental para assegurar a continuidade do sistema de aposentadorias.
Essa é a política real.
E foi uma grande realização. Especialmente se lembrarmos que os governos de FHC , Lula e Dilma tiveram a “intenção” de promover reformas, entre as quais a previdenciária. E nada fizeram!
Crédito para Bolsonaro e sua equipe.
Também é de se reconhecer que a economia está no rumo certo: fortalecimento do meio circulante com a liberação de saldos de FGTS aos trabalhadores; controle da inflação para aquém da meta e redução da taxa básica de juros, para patamar inferior, recorde em toda a série histórica.
Com o fortalecimento da economia, reaquecida, cerca de 644 mil novos empregos com carteira assinada foram criados em 2019, conforme os dados do CAGED, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
O setor automobilístico, em 2019, cresceu 12% em relação ao ano anterior. O setor da construção civil, um termômetro da higidez econômica, vem patrocinando novos lançamentos imobiliários.
O que acima está exposto, por si só já justifica dizer que o governo é um sucesso!
Entretanto, algumas incongruências nas ações e atitudes de membros do governo e até dos filhos do presidente, tisnam sua imagem que, sem isso, seria irretocável.
Tome-se o caso recente do Secretário Geral da Casa Civil, um tal de Santini, que, no exercício do cargo de ministro por férias do titular, foi a Davos, na Suiça, e, em seguida, juntou-se à comitiva presidencial na Índia.
Utilizou-se de um jato da FAB para essa traquinagem de deslocamentos internacionais gerando enormes custos ao Erário. Ainda que seja prerrogativa de ministro utilizar-se da frota da Força Aérea. Mas pegou mal, até porque ministros como o da Economia e Agricultura viajaram em vôos de carreira!
Assim que soube, o presidente demitiu Vicente Santini em razão de, em suas palavras, “não ser ilegal, mas ser imoral” a atitude do servidor. Pois bem, Santini foi readmitido na mesma pasta, apenas 24 horas depois, com vencimentos análogos ao de seu outro cargo! A imprensa atribuiu aos filhos do presidente, que têm relações de amizade com Santini, sua recondução!
Ora, isso “pegou mal” para Bolsonaro, tomando suas próprias palavras, por readmitir alguém capaz de cometer “imoralidade”. O deputado Eduardo Bolsonaro negou o apadrinhamento, afirmando que se trava de “fake news”. E muita gente acredita mesmo nisso, como possivelmente acredita em duendes verdes circulando pelo eixo monumental de Brasília!
Os ministros Weintraub e Damares, entre outros, também colecionam incongruências.
Claro que isso não afeta a economia, até porque o competente ministro Paulo Guedes é um craque na área dele, e sabe o que diz e o que faz.
Claro que não é fácil presidir o Brasil, um país de dimensões continentais. As incongruências, contudo, precisam ser extirpadas.
E, por falar nisso, Bolsonaro acabou de extirpar uma incongruência: mandou anular o ato de renomeação de Santini e também demitiu quem o nomeou, tudo em menos de 48 horas da trapalhada. Aí sim!
O saldo ainda é altamente favorável para o presidente Jair Messias Bolsonaro!

Antonio Martinho Risso
Sociólogo, Advogado, Comunicador e Secretário Adjunto da SDCETI








