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Guarulhos
sexta-feira, dezembro 4, 2020

“Aqueles dias ninguém que os tenha vivido, poderá jamais esquecê-los”

Eu e a maioria das pessoas do Brasil em algum momento ouvimos falar sobre doenças que vitimaram um grande número de pessoas mundo afora e a exceção daqueles que atuam nas áreas da saúde, poucos nem mesmo sabem qual a diferença entre surto, endemia, epidemia e pandemia, conceito dos quais não vou me alongar visto que basta uma simples pesquisa para que todos saibam suas diferenças, digo isso porque quero focar na grande preocupação de todos os governantes do mundo com os recentes casos do novo e alarmante Coronavírus que surgiu na cidade de Wuhan na China, e esta preocupando todos os líderes mundiais, que obviamente não querem estar diante da possibilidade de uma pandemia devastadora.

Penso que apenas pensar em uma remota possibilidade de ver seus países passarem por situações como as ocorridas no século 14 e início do século 20 já assustam a todos, uma vez que esses exemplos mostram o quanto uma doença pode ser mortífera. Para vocês terem uma ideia, o primeiro exemplo é a peste negra, doença contraída através do contato humano com pulgas infectadas pela bactéria yersinia pestis, que estavam presentes em ratos e se manifestava de duas maneiras, peste bubônica e peste pneumônica, matou mais de um terço de toda a população européia, basta dizer que o índice populacional da Europa só foi recuperado no século XVI, ou seja, duzentos anos depois.

Não poderia deixar de comentar que, pela falta de conhecimento, a população européia da época encarou a epidemia como manifestação da ira divina pelos pecados cometidos e dessa forma, a doença fez com que houvesse elevação das manifestações religiosas e antissemitismo, pois muitos consideraram os Judeus responsáveis pelo surto. Essa doença trouxe maior preocupação com a higiene, mas apesar disso foi recorrente na Europa até o século XVIII. O segundo exemplo, a gripe espanhola  1.918-1919, considerada a pior doença infecciosa causada por um vírus (influenza), desde a peste negra e segundo historiadores, matou mais de 50 milhões de pessoas, três vezes mais do que o número de mortos na primeira guerra mundial.

Agora um fato histórico que merece ser comentado: As primeiras notícias sobre a “gripe” veiculada pela imprensa da época apontam o porto de Dakar no Senegal como o lugar de origem da doença, mas a atribuição atribuída a ela “Influenza Espanhola” se deu ao suposto fato de ter se manifestado com maior concentração na cidade de San Sebastián – fronteira com a França e porque a Espanha não ofereceu nenhum  tipo de censura às notícias relacionadas ao então mal desconhecido, assim o mundo conheceu o “Influenza” pela Espanha, daí o nome Gripe Espanhola. Vale também lembrar que a gripe espanhola chegou ao Brasil no início do mês de setembro de 1.918 e os primeiros casos apareceram na região norte do país, até que em meados chegou no Rio de Janeiro, fazendo com que o médico literato Pedro Nava comentasse o seguinte: “Aqueles dias ninguém que os tenha, vivido poderá jamais esquecê-los; tudo era dum cinza purulento, dum roxo podre, poente de chuva, saimento, marcha fúnebre, viscosidade e catarro” A capital federal era um cenário composto de “faces de terror, crispações de pânico, de vultos de luto”.

Houve saques, roubos e manifestação de insatisfação com a administração pública, além de tentativa de censura aos jornais para evitar a disseminação do pânico entre as populações. Dizem alguns especialistas que em algum momento poderá ocorrer outra pandemia, mas mesmo não sendo especialista nessa área, acredito que os avanços tecnológicos, imunizações, vacinações em massa e outras medidas possam garantir que mundo consiga reagir rapidamente à ocorrência.

Daniel Viso

Empresário do segmento de segurança privada e facilities

Bacharel em Administração de Empresas, Ciências Contábeis e Direito.

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