Especialistas afirmam que o Brasil poderá perder nada menos que R$ 24 bilhões em cinco anos se não incluir rapidamente o país na chamada “internet das coisas” (IoT), digo isso porque recentemente houve adiamento do leilão que possibilitaria a implantação da nova plataforma, que aparentemente parece simples, mas não é porque devem ser considerados vários fatores para implantação do 5G, desde o chamado espectro de freqüência, e este não está disponível em larga escala, até os maciços investimentos por parte das operadoras que em muitos casos ainda não obtiveram retorno do capital ate então investidos nas plataformas atuais. É obvio que em se tratando de 5G espera-se velocidade 20 vezes maior do que a existente no 4G, além da possibilidade de conectar milhares de dispositivos por antena, daí a chamada internet das coisas, isso aliado À resolução da chamada latência, ou seja, o tempo que a mensagem leva para sair de onde foi transmitida e chegar ao destino e, é justamente em razão dessa transmissão em tempo real que haverá grande impacto nos negócios e na economia e isso não pode ser negligenciado, contudo, de nada adiantará realizar um leilão público se não houver como operar o novo sistema que depende da necessidade da implementação do chamado espectro de freqüência necessário para, por exemplo, viabilizar a funcionalidade de carros autônomos, cirurgias e exames à distância, casas inteligentes com diversos dispositivos conectados ao mesmo tempo e interagindo entre si, oferecendo, ainda, melhoria incalculável dos sistemas de streaming e do atrativo mercado de games e obviamente desenvolvimento de novas plataformas de robotização e automatização industriais. É bom lembrar que países como China, Estados Unidos, Coréia do Sul, Itália e até mesmo o Uruguai já possuem redes comerciais 5G, mas infelizmente essa realidade, ao que tudo indica, só chegará ao Brasil em 2021, isso se nossos parlamentares entenderem que não deve haver viés arrecadatório do contrário, as operadoras não irão investir em um mercado que para elas não será viável e, com isso, não haverá crescimento para o nosso país o que provavelmente impedirá o desenvolvimento das chamadas “cidades inteligentes” e como conseqüência a nova reengenharia baseada na melhoria dos sistemas de monitoramento das câmeras inteligentes para políticas de segurança eficientes ou arquitetura, meio ambiente, tecnologia e inclusão social não acontecerá.
DANIEL VISO É EMPRESÁRIO DO SETOR DE SEGURANÇA PRIVADA E FACILITIES – BACHAREL EM ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS, CIÊNCIAS CONTÁBEIS E DIREITO








