Os fundamentos da computação alicerçados nos códigos binários, baseados em processos simples de presença ou ausência de luz resultaram em atividades complexas e transformaram a sociedade. Com o aumento da capacidade computacional de processamento alinhado com a otimização das memórias consolidou um novo paradigma na relação com a informação.
O surgimento da plataforma virtual de integração cibernética integrou num protocolo único informações numa perspectiva mundial, acelerando os processos de trocas e geração de informação e conhecimentos.
O segmento de TIC – tecnologia de informação e comunicação foi impactado e impactou o desenvolvimento de novos produtos e processos em velocidade exponencial.
O comportamento humano integrado às novas tecnologias demandou o surgimento de inúmeros aplicativos com o objetivo de facilitação das atividades, de otimização de relacionamentos e obtenção de vantagens econômicas, destacando as plataformas sociais.
O mercado sempre atento aos movimentos econômicos e sociais integrou essas tecnologias nos processos, por meio de sistemas de integração de processos como o ERP (sistema de gestão integrada) possibilitando a informação fluir em paralelo com os processos, o segmento de serviços integrou esta realidade com sucesso, de fácil constatação no aumento dos lucros do segmento bancário.
A indústria cuja essência é a transformação de insumos em produtos com escala e padronização aumenta diariamente a incorporação de processos digitais nos suas atividades e tarefas, podendo ser citadas tecnologias como o big data para transformação de grandes volumes de informações, a Iot (Internet das coisas), a computação em nuvem (armazenamento virtual de informações), a robotização e outras tecnologias que desenharam um novo modelo industrial, a indústria 4.0.
O setor público, por essência sempre mais tímido, dada a draconiana lei de licitações; limitada flexibilidade de recursos humanos e grande escala de aplicações e investimentos começa a ter movimentos mais ousados com o conceito de cidades inteligentes, mas os tomadores de decisões precisam confrontar constantemente os investimentos com as prioridades da população.
Devanildo Damião
Mestre e Doutor em gestão tecnológica
Pesquisador da Universidade de São Paulo
Coordenador Universitário de curso de administração.








