Vivendo num mundo com Pandemia
A declaração de estado de pandemia da organização mundial da saúde, provavelmente, pela maioria da população foi absorvido sem dimensionamento adequado do seu impacto. Na essência é um grande sinal de alerta que envolve todos os países para ativar e intensificar mecanismos emergenciais de resposta, buscar casos suspeitos, isolar, testar e tratar todo episódio de Covid-19, o inimigo a ser superado
É uma situação nova que exige mudanças comportamentais imediatas, as quais envolvem pessoas e sociedades diferentes. A decretação desta gravidade foi baseada em evidências de contaminação que sobrepõe opiniões pessoais ou interesses.
Normal, nestas situações, o surgimento de “diferentes verdades” sobre a origem, teorias da conspiração e opiniões sobre os efeitos da virulência. Importante ressaltar que a negação, talvez seja a pior resposta, fatos sem evidências, tornam-se insumos de informações irresponsáveis.
2020 trouxe esse novo desafio com origem chinesa, provavelmente tendo como disseminador primário os morcegos, os quais são hospedeiros de vários tipos de vírus e num mundo globalizado, atingiu os continentes americanos e europeu.
É importante destacar que já podemos com base nos resultados destacar duas referências de tratamento da pandemia, uma negativa e outra positiva. De forma positiva, a Coréia do Sul, que promoveu políticas de prevenção e conscientização, conjuntamente com estratégias de testagem na população e conseguiu reduzir os efeitos da doença. O exemplo negativo vem da Itália, a qual pela inação e negação inicial, possibilitou o espalhamento da então epidemia, cabe ressaltar que os países europeus recebem turistas do mundo todo e deveriam ter alto grau de responsabilidade.
No Brasil, o que devemos fazer? o roteiro envolve: buscar informações qualificadas e oficiais, desenvolver disciplina para cumprir o protocolo de prevenção à contaminação. Não será tarefa fácil, somos um povo que tem como característica a socialização e o afeto, mas, a realidade impõe desafios e devemos aprender com ela.
Fatores positivos, a flexibilidade do nosso povo e adaptação a mudanças, o clima que aparente ser um inimigo do vírus e a seriedade que a questão está sendo tratada pelos especialistas de alta qualidade que possuímos, principalmente no Estado de São Paulo com um ecossistema robusto.
Fatores negativos: i) a existência de outros desafios ainda não superados, como as doenças derivadas do popular mosquito da Dengue (Aedes aegypti), quais os efeitos da dupla contaminação simultânea?; ii) a desordenada condições de habitação de parcela significativa da população; iii) a propensão de parcela da população, a considerar que o brasileiro leva vantagem em tudo.
Esse momento, difícil, envolve a colocar o bem coletivo acima do individual, todos possuem a mesma importância. Não adianta ir no mercado e comprar o estoque de papel higiênico e álcool gel e depois apertar a mão do vizinho contaminado.
Desafios, são momentos que diferenciam as pessoas e as tornam mais fortes, o Brasil sem o histórico de grandes guerras e privações como em outros países, pode sair deste momento mais forte.
Devanildo Damião
Mestre e Doutor em gestão tecnológica
Pesquisador da Universidade de São Paulo
Coordenador Universitário de curso de administração.








