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quinta-feira, fevereiro 12, 2026

CENÁRIO QUASE MORTAL

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Vamos fazer um exercício?

Imaginar um novo cenário da epidemia que virou pandemia…alterando algumas variáveis críticas.

A primeira seria a resistência do vírus no ar, por um longo tempo, somente o fato de aspirarmos nos levaria a contaminação instantânea…necessitaríamos de respiradores artificiais para nos manter vivos.

A taxa de letalidade da contaminação seria de 96%, ou seja, de cada 100 pessoas contaminadas 96 morreriam.

Não poderíamos ter nenhum tipo de contato com outras pessoas pois a transmissão é quase automática em distância menores que 5 metros.

A contaminação maior seria nas crianças com menos de 10 anos, elas estariam no grupo central de risco.

A pandemia iniciou-se na América do Sul, portanto, temos poucos dados disponíveis sobre a origem da doença e nenhuma pesquisa que permita ter um horizonte de vacina ou tratamento.

Não temos nenhum sistema avançado de medicina e saúde no País, os países mais avançados ao norte ainda não foram atingidos e não estão preocupados com o desenvolvimento.

Temos que ficar isolados por tempo indeterminado, não podemos ficar ao ar livre e para conseguir alimentos dependemos de entregas governamentais.

Precisamos ficar acampados em locais definidos pelo governo, dado o alto grau de contaminação das nossas residências, as dietas são controladas e todos os dias somos submetidos a fazer exames para definir o grau de contaminação.

A comunicação está afetada, por falta de operadores, a rede mundial está oscilando e dedicada exclusivamente para assuntos de saúde e utilidade pública.

Dada a alta taxa de letalidade, estabeleceu-se grande defasagem de profissionais da saúde, os tratamentos médicos estão limitados e inacessíveis.

Dada a gravidade da situação, os países mais desenvolvidos colocaram barreiras na relação com o nosso país, começamos a sentir falta de equipamentos eletroeletrônicos, insumos e princípios ativos para medicamentos.

Cenário assustador, todavia, felizmente, bastante distante do atual. O nosso sacrifício não é desprezível, mas não perfeitamente factível. Rever alguns comportamentos, praticar higiene com maior acuidade e valorizar os relacionamentos, priorizando o afeto e não o contato físico.

Momento de refletir, repensar valores (priorizar o SER e não o TER) e entender a dicotomia que nos possibilita sermos seres únicos e importantes, quando somos cientes das nossas limitações e dependência espiritual.

 

Devanildo Damião

Mestre e Doutor em gestão tecnológica

Pesquisador da Universidade de São Paulo

Coordenador Universitário de curso de administração.

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