29.9 C
Guarulhos
quinta-feira, fevereiro 12, 2026

O alto custo da aventura da saúde na carreira política dos Prefeitos

spot_img
spot_img

Estamos nos aproximando de novas eleições, municipais, o Ministro Barroso, presidente do TSE, está convicto que as eleições devem acontecer ainda neste ano, e o novos prefeitos assumirem os mandados no dia 01 de janeiro de 2021. A notícia está sendo recebida com quase euforia pela população em razão das péssimas gestões municipais que enfrentam.

Na última eleição para Prefeitos em 2016, retomando um pouco no calendário,  estávamos sob os efeitos de uma série de movimentos populares, que começaram justamente com uma pauta municipal em São Paulo, e foram ganhando corpo e adeptos com a onda de indignação com o sistema de corrupção orquestrado pelo partido dos trabalhadores e os velhos políticos de plantão, lembro que fui na Av. Paulista protestar e cantar o hino do Brasil,

O cenário ficou propício para as mudanças, nos municípios, aqueles que se apropriaram desta bandeira e se utilizaram da relação: mídia social e bons estilingues, derrotaram candidatos caracterizados como parte do sistema, mesmo que apresentassem melhores currículos e condições técnicas, na prática pouca discussão de projetos, foi o voto contra a corrupção e aquilo que parecia mas distante do mandatário da época foi o vencedor.

Muitos se elegeram, Dória em São Paulo, curiosamente, com um discurso de João trabalhador,  Rogério Lins em Osasco, pelo fato de ser opositor a determinadas figuras históricas do PT local, Gustavo Costa em Guarulhos, sem mostrar domínio do discursos  e Átila Jacomussi em Mauá como algo, oposto a como se apresenta e outros que surfaram nesta onda de mudanças. Com um grande agravante, mudanças como fim em si mesmo, sem a orientação do norte da mudança.

Eleitos, a euforia inicia das ações vazias, foram dando lugar a onda de descontentamento por governos ruins e ineficientes, com pouco domínio da máquina pública e que começaram a desenvolver os vícios das políticas que foram eleitos para combater. Os profissionais da política sentiram a fragilidade e ganharam espaços e dominaram setores, quase um loteamento na gestão.

Surgiu a profusão de denúncias e escândalos, enfraquecendo estas gestões. Lembro uma passagem em particular que merece ser contada, em que fui abordado por um morador que exaltado, disse: “você não honrou a tua história que nasceu negro e pobre, indicou para voltar em algo novo, e agora vejo, novamente, os mesmos mandando na cidade”

Entraram no último ano com sérias dificuldades de apoio e com taxas de aprovação próximas de um décimo do eleitorado. Surgiu a pandemia, e se lançaram na aventura de considerar a pandemia como salvação, não das vidas, mas, da campanha. Algo sério e mortal se tornou plataforma de propaganda de governo, hospitais de campanha, lives, entrevistas, publicidade tornaram-se o repertório do cotidiano.

Mas, a comoção inicial começou a dar sinais de fadiga, a insatisfação e necessidades do povo se acentuou e na prática, somente o governo federal executou ações objetivas para socorrer a população.  A estratégia de grudar nos governadores e montar barricadas contra o governo federal começaram a ruir, a coordenação deficitária da pandemia no estado mostra que a crise vai se acentuar e as ações do governo federal contra a corrupção acenderam um sinal de alerta contra as ações exóticas.

O perigo não está somente nas eleições, mas no comprometimento das carreiras políticas, afinal, mortes não são reversíveis.

 

Gilberto Antônio Silva – Publicitário, apresentador, empresário e analista.

spot_img

Em alta

spot_img
spot_img

Notícias relacionadas