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sexta-feira, fevereiro 13, 2026

A vacinação deve ser a sinalização da retomada da economia.

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Não restam dúvidas que o Brasil precisa de reformas estruturais para retomada de um crescimento vigoroso da sua economia. As reformas administrativa e tributária não avançaram e infelizmente foram utilizadas como moedas de negociação para tentativas de manutenção do poder nas casas legislativas.

Apesar dos efeitos econômicos da crise mostrarem-se menos intensos que as previsões iniciais, o prolongamento da crise sanitária e de saúde danifica os resultados fiscais do país, aumentamos a previsão de déficit orçamentário e a dívida pública é equivalente ao praticamente idêntico ao PIB (soma das riquezas do país/ano).

Não é resultante de muita reflexão, a constatação de que a melhor maneira de se livrar de uma crise é sair dela o mais rápido possível. As incertezas científicas em relação ao novo vírus felizmente foram superadas em períodos curtos e objetivadas no desenvolvimento de vacinas com diferentes tecnologias, algumas com comprovação de eficácia.

Assim, o caminho natural é a utilização dos sistemas de saúde e imunização para vacinar como a maior velocidade possível, esse é o caminho os países desenvolvidos já definiram e somam-se 49 países com vacinação até o momento.

O Brasil, apesar das dificuldades provindas das dimensões continentais é considerado um país referência pelo seu sistema de saúde e de imunização, o qual permitiu diminuir e erradicar várias doenças que afetavam a população secularmente. Assim, deve utilizar esse conhecimento e vantagem competitiva para rapidamente avançar na imunização da população, É O CAMINHO.

Considerando que: i) FELIZMENTE temos a vacina; ii) existem processos e programas de vacinação de reconhecida competência; iii) a necessidade de retomada econômica; iv) recursos financeiros para adquirir as vacinas. Torna-se inexplicável, com argumentos lógicos, a demora do início do processo de vacinação.

Rememorando a recente farra dos ventiladores em vários estados, não se ignoram que variáveis como custo, devem ser consideradas com pente fino. Por exemplo, as diferenças de valores, a desenvolvida pela Pfizer custa 20 dólares, a Coronavac 10 dólares e a de Oxford 4 dólares. Também, a questão da logística, pois a vacina da Pfizer tem que ser armazenada a temperaturas de -70ºC, e principalmente técnicas com a aprovação dos organismos competentes, no Brasil a ANVISA, atestando a eficácia (vacinar sem comprovação da eficácia é atirar no escuro).

Fundamental que a sociedade se dedique a discutir com a devida serenidade a urgência da vacinação, a qual trará benefícios a toda a população, o clamor popular é essencial para acelerar os processos decisórios.

Para o tecido empresarial, fragilizado em vários setores torna-se essencial o planejamento com base numa programação de vacinação consolidado, sobretudo, os setores de serviços que foram os mais afetados na pandemia, aguarda-se a sinalização para a retomada.

 

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