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sexta-feira, fevereiro 13, 2026

A VACINAÇÃO É A SOLUÇÃO E O MELHOR CAMINHO DA RECUPERAÇÃO.

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Tratamos a alguns meses, neste mesmo espaço, a viabilidade do desenvolvimento de políticas públicas para vacinação em massa com o objetivo de uma rápida recuperação econômica.

Essa pauta já foi incorporada na agenda de algumas potências como os E.U.A e Reino Unido, além da inteligente decisão de Israel de imunizar toda a população rapidamente. Afora, os efeitos superiores na saúde pública e preservação da vida humana, o efeito da imunização é fundamental para que as atividades econômicas e sociais possam retomar ao seu dinamismo.

Naturalmente, devido as características de simultaneidade da presença física entre clientes e prestadores, o segmento econômico de serviços foi grandemente afetado.

Vacinação de referência

A vacinação proporcionando a imunização, acompanhada pelo legado de uma cultura de maiores cuidados em práticas higienização terá efeitos benéficos não somente para enfrentar o COVID 19, mas, poderá gerar externalidades para outras endemias.

No âmbito da vacinação, cabe apresentar representações gráficas da diminuição de casos que ocorreu no Reino Unido, a partir da aplicação das vacinas.

Figura 1: Contaminações no Reino Unido a partir de Outubro de 2020.

 

É possível observar, que a curva decai rapidamente após o início das vacinações, o número de casos é o melhor indicador, o qual absorve e reflete melhor os efeitos. No Reino Unido se observa que a curva decaiu do limite superior médio de 59.937 na segunda semana de janeiro para 16.840 nos dias iniciais de fevereiro. Cabe ressaltar que os indicadores de mortes não estão sendo considerados nesta análise, pois respondem com menor velocidade sendo função dos números de pessoas contaminadas. Todavia, os efeitos deverão ser sentidos nas próximas semanas. Não menos importante, é o efeito imediato na desobstrução do sistema de saúde.

Para corroborar essa visão, apresenta-se a seguir o gráfico de vacinação no período, o qual atingiu cerca de 12 doses.

Figura 2: doses da vacina no Reino Unido.

Nos E.U.A, o país com o maior número de caso e mortes devido a pandemia do COVID, questões históricas com contorno positivos, como a solidez do sistema de ciência, tecnologia e inovação, grandes laboratórios e poderio econômico, (pasmem, não esquecendo das de fragilidades na coordenação logística), está permitindo a vacinação com bastante desenvoltura, já atingindo cerca de 10% da população, com efeitos na queda de casos, conforme demonstrado no gráfico a seguir.

Figura 3:Média de caso nos E.U.A.

 

A curva de vacinação acumulada é apresentada a seguir, evidenciando a rapidez na aplicação.

Figura 4: doses de vacina aplicadas nos E.U.A.

 

Esse aspecto é importante para orientar a tomada de decisão e eliminar discussões políticas e não técnicas. A população deve estar consciente da importância da vacinação e manutenção dos esforços de isolamento e cuidados sanitários.

No gráfico a seguir é apresentado o número de casos de vacinação no mundo.

 

Figura 5: Vacinação no mundo até 02 de fevereiro de 2021.

 

A China aparece com o segundo país com maior número de doses de vacinação, todavia, os dados de casos não são atualizados com frequência e não foi feita a análise das curvas. Israel destaca-se por atingir um número expressivo da população rapidamente, importante frisar que a população de Israel é menor comparativamente que a população da cidade de São Paulo.

Referente ao Brasil, país na oitava posição em relação ao número de doses de vacinas, a curva de infectados, apresenta-se estável, todavia estacionada, no maior patamar desde o início dos casos no Brasil, por vota de 50.000 casos, o qual resulta na média de mais de 1.000 mortes diárias.

Figura 6: Número de casos no Brasil.

 

Olhar para o Futuro

Para o futuro é importante destacar que a fronteira do conhecimento na produção de produtos intensivos em conhecimento como fármacos e imunizantes estão centralizados em poucos países como E.U.A, Alemanha, Reino Unido, Suíça, os quais possuem grandes laboratórios de pesquisa. O processo de descoberta e desenvolvimento de fármacos é complexo, longo e de alto custo, tendo suas raízes profundamente ligadas às inovações científicas e tecnológicas. Ressalta-se os recentes sucessos da China e Rússia na pesquisa científica e desenvolvimento das vacinas contra o COVID 19.

No caso da Vacina é importante destacar que existe fases distintas no tocante a pesquisa (intensivo em ciência) e produção. A Índia por exemplo, tem um peso importante no que tange a produção dos IFAs (Insumos Farmacêuticos Ativos), mas, a pesquisa científica é realizada em outros países.

Este aspecto não tira a importância de avançar em elos da cadeia produtiva do fornecimento de medicamentos, a produção dos IFAs é fundamental e envolve a transferência de tecnologias, e observamos que o Brasil naturalmente necessita avançar neste objetivo, incrementando a importância neste segmento.

O Brasil possui um dos maiores Sistemas de Saúde Público de Saúde (SUS) no mundo e o aspecto de universalização no atendimento provoca uma demanda de grande escala no consumo de medicamentos, atendidos na maioria por importações dos principais componentes, restando o desenvolvimento de atividades mais simples.

Urge a necessidade da construção de equipamentos no país que possibilitem maior agilidade e mitiguem a dependência de poucos países que dominam a produção. No momento dependemos de combinações geopolíticas com variáveis externas.

O Brasil e a cidade Guarulhos possuem condições diferenciadas para abrigar estes equipamentos, a logística da cidade é uma grande vantagem competitiva, com o Aeroporto internacional, referência na distribuição de cargas. Podemos avançar na escala e complexidade destes medicamentos, insumos e fármacos e condições de rapidamente receber componentes, transformar no entorno do mesmo e distribuir os medicamentos rapidamente.

 

Devanildo DAMIÃO

Doutor e Mestre em gestão tecnológica, professor universitário, pesquisador e coordenador de pe

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