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sexta-feira, fevereiro 13, 2026

O Período Pós COVID-19 – Lições Para Todos.

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As notícias recentes, apesar de conflitantes, sobre o período de imunização ao COVID-19, têm sido positivas.   No entanto, muitas perguntas seguem sem clara resposta:  – Sabemos quando a pandemia termina?  – Quando retomamos nossa vida “normal”?  – Quando o mundo atingirá a imunização completa? – Quando derrotaremos a COVID-19?

As respostas talvez ainda sejam de muitas dúvidas e ceticismo, pois a imunização completa da população está bem distante.   Mais de 106 milhões de pessoas foram infectadas, em todo o planeta com 2.3 milhões de mortes – O Brasil registrou, até o dia de hoje mais de 9.5 milhões de casos, com mais de 230 mortos.   Novas cepas de vírus vêm se espalhando, e, ainda que o processo de vacinação siga com força total estima-se desafios para imunizar toda a população.   Também enfrentamos problemas logísticos para levar as vacinas aos principais recantos do país, e do planeta.   Alguns casos de países que se organizaram mostram resultados promissores, como por exemplo Israel, que já vacinou boa parte de sua população, com a redução significativa de casos graves.  Nova Zelândia, eliminou o COVID-19 através de bloqueios, medidas de controle de fronteiras e, a Australia, assim como alguns outros países da Ásia seguem as mesmas táticas.

No Brasil, assim como em outros países de grandes índices populacionais, o vírus segue espalhando-se, muitos especialistas indicam que, provavelmente, o COVID-19 se tornará endêmico, o que indica que, o vírus não será erradicado, no entanto circulará, porém de forma controlada.

Com o cenário acima, em que não dominaremos totalmente o vírus, precisamos aprender a conviver nesse novo cenário.

Suponha que a partir de outubro de 2021 (período em que 75% da população brasileira estaria imunizada, segundo alguns especialistas), você recebeu as duas doses da vacina, seus amigos também foram vacinados, então você os receberá para jantar.  Os casos de COVID-19 tornaram-se raros em sua cidade, apesar de que você tem que usar máscara para fazer compras no supermercado ou shopping etc.   Seus parentes, que vivem em uma região distante, ainda enfrentam dificuldades, pois não estão totalmente imunizados.   Também surgem notícias sobre novas variações do vírus em sua região, levando as escolas a postergar o início das aulas.

As exigências de máscaras em locais públicos seguirão, vários locais para novos testes e vacinação são criados, as manchetes seguem encorajando às pessoas para que se vacinem.   Você está planejando visitar seus parentes para passarem o Natal juntos, mas, com as informações de precaução na região deles, provavelmente você deve desistir de viajar.

A verdade é que estamos apenas imaginando um cenário, diante de uma nova doença – COVID-19, e não se pode prever o futuro.   Consideremos que o vírus pode sofrer mutações mais rápido que os imunizantes recém lançados; por outro lado, há pessoas que ainda não se convenceram da vacinação.   Especialistas não têm precisão do índice de imunização junto a população, mas estima-se que, pelo menos 70% das pessoas seria o ideal.  A população mundial é de mais de 7.5 bilhões de habitantes, até o momento vacinamos 100 milhões, o que é pouco; no Brasil vacinou-se 1.2% da população.  Ou seja, estamos diante de uma meta preocupante.

O fato é que, com mais pessoas sendo vacinadas, diminuiremos o processo de infecção em todas as comunidades, o que levará ao processo de retorno a normalidade.

As vacinas COVID-19 autorizadas no Brasil, feitas pela Sinovac, produzida pelo Instituto Butantã, em parceria com a China, e a da Oxford-Astra Zeneca, cujo pedido de uso emergencial foi feito pela Fiocruz, apresentam grau de eficácias acima do recomendado pela Anvisa – 50%, o que indica que, para boa parte das pessoas, a prevenção não funcionaria.   Também não ficou claro se, uma vez vacinados, evitarmos a retransmissão do vírus.  O grupo das crianças e jovem adolescentes não são elegíveis de vacinação, o que podem ser focos de que sigam espalhando o COVID-19 por algum tempo.

Países com baixo índice populacional, como a Nova Zelândia – 5 milhões de habitantes, certamente erradicarão o vírus de mais rapidamente que o Brasil, com mais de 200 milhões de pessoas.  Especialistas indicam que vivermos os próximos meses e anos sob a prevalência de baixo nível viral do COVID-19.

As precauções estabelecidas, como o uso obrigatório de máscaras seguirão por todo o ano de 2021, outras medidas mais severas, como o fechamento de escolas ou o “lockdown” (isolamento em casa) se tornarão temporários e direcionados, com base em aumento de casos de infecção e, as autoridades sanitárias prontas para responder com mais campanhas de teste e vacinação.

Novas variantes do SARS-CoV-2, o vírus que causa o COVID-19 já começaram a se espalhar pelo mundo, o que torna a vacinação imprescindível, ainda que não haja garantias de imunidade total.   O futuro indica que precisaremos criar um sistema de vigilância amplo a fim de monitorar a evolução das novas cepas de vírus.   Empresas, entidades e hospitais deverão testar com regularidade seus colaboradores e pacientes.  Sabemos que a Organização Mundial da Saúde – OMS já vem trabalhando com vários países para fortalecê-los no processo de sequenciamento genético e, caso ocorram mutações preocupantes, os laboratórios poderiam adaptar-se rapidamente no desenvolvimento de vacinas e/ou reforços.

Também é possível que as vacinas COVID-19 precisem ser administradas anualmente, como as vacinas antigripais. E, caso o sequenciamento, observação e ajuste da evolução do vírus x o fortalecimento no desenvolvimento das vacinas com efeito imunizante mais duradouros, poderemos incluir a vacina no calendário anual para nossas crianças, à exemplo com a prevenção contra o sarampo, caxumba, rubéola etc.

Controlar um vírus que causa a COVID-19 tem demonstrado muitos desafios de ordem científica e logística.   Existem também questões éticas a serem consideradas- O que aconteceria se fossemos obrigados a trabalhar, ou conviver em ambientes sociais, tendo que provar a vacinação?   Certamente isso se constituiria em controle sobre a liberdade das pessoas em moverem-se ou se relacionarem, e, até encorajando pessoas a burlarem as filas de vacinação.

Especialistas indicam um melhor caminho através de investimento em pesquisas cientificas com infraestrutura de saúde pública, que tem sido bastante negligenciada em muitas regiões, com o foco em identificar e responder aos novos grupos de variantes a tempo hábil de prevenir e curar seus cidadãos.

Finalmente a recuperação da pandemia deve envolver colaboração de todos, no sentido de conscientizar sobre os hábitos de prevenção do vírus – como o uso de máscaras, reconhecer da importância de vacinação em nível coletivo, a testagem regular e a adesão efetiva as normas sanitárias locais quanto aos surgimentos de novos vírus.

Tudo isso nos fortalecera e nos preparará para um mundo mais saudável e avançado.

 

*Jose Vitorelli é especialista em Negócios Internacionais, Supply Chain e Inovação de Negócios.

– E-mail – jose.vitorelli@outlook.com – WhatsApp – 0xx11 99382 2202

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