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sexta-feira, fevereiro 13, 2026

THE PROJECT SUN, GUARULHOS ACEITANDO O SOL COMO PARCEIRO COM IMPACTO NOS NEGÓCIOS.

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Destaques
 Não é novidade no mundo dos negócios, que parcerias estratégicas são essenciais para alavancar os negócios. A estrutura de aumento de escala das empresas startups passam por momentos de capitalização (monetização) em modelos bem estruturados.
 O bem-sucedido modelo do Vale do Silício foi exitoso graças a um modelo bem estruturado de financiamento das grandes ideias, a junção do conhecimento com recursos financeiros provê parcerias exitosas e sustentáveis.
 As soluções de hoje provêm de reflexões que mobilizaram sinapses individuais e que foram socializadas adequadamente, ou seja, foram codificadas e transformadas em recursos com benefícios percebidos.
 A energia do sol provém da fusão de dois átomos de hidrogênio no núcleo do Sol, onde há uma pressão 10 mil vezes maior que no centro da Terra. Para um dimensionamento simples, medidas mostram que cada metro quadrado na Terra recebe do Sol uma potência (energia/segundo) de 1400 watts, isto é, a potência de 14 lâmpadas de 100 watts.
 A tecnologia já está amplamente dominada em termos de produtos e processos e a sua utilização será estratégica em locais com incidência do Sol. Este ponto é fundamental, dado que oferta vantagens competitivas de localização, no qual o Brasil é bastante privilegiado, basta querer se associar a este rico parceiro, que abre a mão das participações no lucro.
 A proposta de lei de modernização do IPTU verde em Guarulhos, com maior incentivo à geração de energia fotovoltaica conjuntamente com o desenvolvimento de cadeias de valor do fornecimento de sistemas fotovoltaicos tem o potencial de impulsionar a cidade de Guarulhos para transformar-se numa cidade de referência para utilização deste tipo de energia.

A lógica das parcerias.
Não é novidade no mundo dos negócios, que parcerias estratégicas são essenciais para alavancar os negócios. A estrutura de aumento de escala das empresas startups passam por momentos de capitalização (monetização) em modelos bem estruturados.
O bem-sucedido modelo do Vale do Silício foi exitoso graças a um modelo bem estruturado de financiamento das grandes ideias, a junção do conhecimento com recursos financeiros provê uma parceria de sucesso e sustentável.
Transformar conhecimento em riqueza envolve estruturar recursos que potencializem e acelerem a transformação de elementos intangíveis em ativos monetizáveis. É a essência da espiral do conhecimento aplicada.
As soluções de hoje provêm de reflexões que mobilizaram sinapses individuais e que foram socializadas adequadamente, ou seja, foram codificadas e transformadas em recursos com benefícios percebidos.
Este preâmbulo é importante para contextualizar, um grande parceiro natural, poderoso e rico no Brasil: o Sol. Emerge a questão: como aproveitar essa energia desperdiçada em grande parte?
Quais os motivos que explicam isso? As respostas estritamente técnicas provavelmente não conseguirão explicar, sobretudo no País, país tropical e privilegiado por uma grande incidência do Sol, na prática somos próximos fisicamente. A energia do sol é originada na fusão de dois átomos de hidrogênio no núcleo do Sol, com altíssima pressão, 10 mil vezes maior que no centro da Terra. Para um dimensionamento simples, medidas mostram que cada metro quadrado na Terra recebe do Sol uma potência (energia/segundo) de 1400 watts, isto é, a potência de 14 lâmpadas de 100 watts.
A captação de energia por meio de placas fotovoltaicas, envolve a conversão, a qual ocorre quando partículas de luz solar colidem com os átomos presentes nos elementos químicos do painel solar, gerando movimentação dos elétrons e diferenças de potencial, criando corrente elétrica.
A tecnologia de geração já está amplamente dominada em termos de produtos e processos e a sua utilização será estratégica em locais com incidência do Sol com aumento da produtividade. Este ponto é fundamental, dado que oferta vantagens competitivas de localização, no qual o Brasil é bastante privilegiado, basta querer se associar a este rico parceiro, que abre a mão das participações no lucro.
Uma visão simples que pode ser apresentada é que a tecnologia envolve a utilização e posicionamento de materiais como condições de condução elétrica em pontos de maior recepção dos raios solares (produzidos na China), com a menor interferência possível, posteriormente, essa energia química é captada é transformada em elétrica para utilização por meio de equipamentos especializados e colocados para utilização nas redes.
Dada a simplicidade de produção, permite a democratização da geração de energia, sendo de importância fundamental, permitindo expandir a qualidade e quantidade de energia total disponível para a população, com impactos na estratégia de desenvolvimento do país.
Convivemos com o risco de desabastecimento energético, dada a dependência excessiva das fontes hidro, a qual são condicionadas pelos regimes de chuvas, dando margens as famosas e onerosas bandeiras.
Guarulhos está fazendo a lição de casa, com discussões estratégicas e com proposições da sociedade civil organizada no âmbito do Conselho de Desenvolvimento Municipal o CODEMGRU, do poder executivo e da Câmara de Vereadores.
A proposta de lei de modernização do IPTU verde em Guarulhos, com maior incentivo à geração de energia fotovoltaica conjuntamente com o desenvolvimento de cadeias de valor do fornecimento de sistemas fotovoltaicos tem o potencial de impulsionar a cidade de Guarulhos para transformar-se numa cidade de referência para utilização deste tipo de energia.
Na esfera industrial, as chamadas “ilhas de calor” podem ser direcionadas para a produção de energia, a qual atualmente é um insumo caro e que reduz drasticamente as margens de lucro e inibe novos investimentos. Guarulhos em particular pela sua vocação industrial e com indústrias intensivas em consumo, pode ser altamente beneficiada.
No ambiente, a geração de energia limpa e sustentável, inibe a produção do dióxido de carbono em larga escala presente na queima dos combustíveis nas termoelétricas e mesmo as grandes mudanças no caminho natural dos recursos presentes na geração hidroelétrica.
Assim, a parceria tem um ambiente auspicioso e fundamentos para se fortalecer…

Devanildo Damião
Mestre e Doutor em gestão tecnológica
Pesquisador da Universidade de São Paulo
Professor Universitário.

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