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A China notabilizou-se pela velocidade na qual se transformou numa grande potência no mundo, não somente na economia, mas, adentrando segmentos de tecnologia. Hoje, trava batalhas para que a sua plataforma de tecnologia 5G seja dominante com a Huawei, inclusive no Brasil, no qual o tema encontra-se na disputa geopolítica entre Estados Unidos e China.
Apesar dos Estados Unidos não possuem nenhuma empresa global líder em tecnologia de 5G utilizam o seu poderio para influenciar os demais países, sobretudo, para evitar a prevalência da China, a qual possui a Huawei. Nesse jogo geopolítico, encontram-se toda a cadeia de empresas de telecomunicações, empresas fornecedoras de tecnologia de 5G, empresas de tecnologia (fornecedoras de software, hardware, microchips, dispositivos IoT) e as empresas de infraestruturas de rede, além das sensíveis questões relacionadas à segurança cibernética das redes de comunicações, diante de riscos de espionagem pelos serviços de inteligência dos países.
A alternativa foi a cooperação, com a visão de um sistema de inovação, com atores da academia, setor produtivo e o poder de indução do Governo. Articulou-se forças com instituições acadêmicas de Pequim e da vizinha Hong Kong para estabelecer os primeiros institutos satélites e a visão estratégica de desenvolvimento.
O CASO SHENZHEN – CHINA, com população de 12 milhões de pessoas, a cidade é conhecida como a cidade da inovação. É um caso emblemático de um sistema de inovação ocorrido a partir do final da década de 1990, estruturado. Antes, era uma província periférica, voltada a atividades tradicionais e sem estruturada de conhecimento, sem universidades e institutos de pesquisa públicos.
Um caminho de sucesso, passos a serem estudados, referência importante para projetos de cidades inteligentes e inovativas…
A GEOPOLITICA
A China notabilizou-se pela velocidade na qual se transformou numa grande potência no mundo, não somente na economia, mas, adentrando segmentos de tecnologia. Hoje, trava batalhas para que a sua plataforma de tecnologia 5G seja dominante com a Huawei, inclusive no Brasil, no qual o tema encontra-se na disputa geopolítica entre Estados Unidos e China.
Apesar dos Estados Unidos não possuem nenhuma empresa global líder em tecnologia de 5G utilizam o seu poderio para influenciar os demais países, sobretudo, para evitar a prevalência da China, a qual possui a Huawei. Nesse jogo geopolítico, encontram-se toda a cadeia de empresas de telecomunicações, empresas fornecedoras de tecnologia de 5G, empresas de tecnologia (fornecedoras de software, hardware, microchips, dispositivos IoT) e as empresas de infraestruturas de rede, além das sensíveis questões relacionadas à segurança cibernética das redes de comunicações, diante de riscos de espionagem pelos serviços de inteligência dos países.
Todo esse avanço chinês não ocorreu de maneira espontânea, todavia, fruto de planejamentos bem estruturados, os quais envolveram a capacitação humana (principalmente em universidades americanas), da estrutura de ciência e tecnologia e investimentos em infraestrutura.
O CASO SHENZHEN – CHINA
Com população de 12 milhões de pessoas, a cidade é conhecida como a cidade da inovação. É um caso emblemático de um sistema de inovação ocorrido a partir do final da década de 1990, estruturado. Antes, era uma província periférica, voltada a atividades tradicionais e sem estruturada de conhecimento, sem universidades e institutos de pesquisa públicos.
A alternativa foi a cooperação, com a visão de um sistema de inovação, com atores da academia, setor produtivo e o poder de indução do Governo. Articulou-se forças com instituições acadêmicas de Pequim e da vizinha Hong Kong para estabelecer os primeiros institutos satélites e a visão estratégica de desenvolvimento.
Esses primeiros experimentos foram ampliados com a promulgação do Plano de Desenvolvimento de Vínculos Indústria-Universidade em Guangdong para o Período 2007-2011 lançado conjuntamente pelo governo provincial e pelo Ministério da Educação, que supervisiona as universidades de maior prestígio da China.
O segundo período constitui o pico da fase de do desenvolvimento de institutos universitários satélite educacionais de alta performance, o qual possibilitou a difusão de institutos satélite em outras cidades do Delta do Rio das Pérolas – principalmente Dongguan e Foshan.
Finalmente, o mais recente período (2012-2017), associado ao esforço do governo chinês para o desenvolvimento orientado para a inovação, com maior fortalecimento dos institutos universitários satélites como um subgrupo dos chamados: Novos Institutos de Pesquisa e Desenvolvimento.
Esta oferta de conhecimento e tecnologia em conjunto com os investimentos em infraestrutura possibilitou a estruturação de um sistema de inovação, o qual atraiu a produção de desenvolvedores de hardware em escala mundial.
A empresa conhecida mundialmente é a Huawei, fundada em 1987, multinacional de equipamentos para redes e telecomunicações, com domínio de várias tecnologias, dentre os quais a 5G e com volume de vendas de mais de US$ 70 bilhões, com presença de negócios em mais de 170 países e regiões.
PARA APRENDER VALE A PENA ESTUDAR O CASO
Muitas empresas, participam da atmosfera do sistema de inovação para efetivamente participar de um modelo aberto e depois replicar nas empresas matrizes. A brasileira Tigre, montou um escritório na cidade em 2016, para se aproximar das novidades e inovar na criação de produtos, atualmente lança entre 300 e 500 novos itens todos os anos.
As empresas ofertam tecnologias de diversas espécies como tradutores ELETRÔNICOS de mandarim, como réplicas em 3D, altamente customizáveis, no modelo: “traga o problema, encontraremos uma solução”. O ponto alto é a possibilidade de desenvolvimento tecnológico em alta velocidade, com a atmosfera de inovação presente em todos os lugares.
Um caminho de sucesso, passos a serem estudados, referência importante para projetos de cidades inteligentes e inovativas…
Devanildo Damião
Mestre e Doutor em gestão tecnológica
Pesquisador da Universidade de São Paulo
Professor Universitário.








