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O nióbio possui grande potencial na indústria, devido principalmente a capacidade de melhorar drasticamente a qualidade do aço, com apenas 100 gramas, no meio de uma tonelada de aço, a liga torna-se mais forte e maleável, e otimiza propriedades essenciais.
Observe o segmento aeroespacial, nos aviões, os combustíveis são os principais componentes de custos operacionais. Os materiais mais leves, diminuem a necessidade de combustível e consequentemente tornarão os custos das viagens mais baratos, aumentando a competitividade das empresas
O Brasil concentra grande parte das reservas mundiais desse metal, 98,2%, o equivalente a 842 milhões de toneladas de nióbio, a principal está localizada próxima a cidade mineira de Araxá, sendo operada pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), empresa controlada pela família Moreira Salles, conhecidos banqueiros nacionais.
Por ser muito importante comercialmente para o País, é importante que as pesquisas sejam apoiadas e lideradas localmente, mesmo as importantes parcerias com instituições de ensino do exterior, necessitam ser desenvolvidas no contexto de um planejamento estratégico para o país.
Observa-se grande potencial para a utilização do Nióbio em diferentes configurações. Por exemplo, na configuração de óxidos de nióbio, são empregados na fabricação de lentes de câmeras fotográficas, baterias de veículos elétricos e lentes para telescópios. Pela capacidade de resistência a altas temperaturas permitem desenvolver ligas de nióbio de grau vácuo, com elevado nível de pureza, as quais tornam-se matéria-prima para turbinas aeronáuticas, motores de foguetes e turbinas terrestres de geração elétrica.
Raízes na mitologia grega
Em 1801 coube ao pesquisador britânico Charles Hatchett, a descoberta de um dos minerais mais raros e com grande potencial econômico e importância para o Brasil, o então batizado Columbium, com o número 41.
Após 45 anos foi adotada a nomenclatura atual: Nióbio, cuja origem está na mitologia grega e com referência a figura da mitologia grega Níobe. O material possui grande potencial na indústria, devido principalmente a capacidade de melhorar drasticamente a qualidade do aço, com apenas 100 gramas, no meio de uma tonelada de aço, a liga torna-se mais forte e maleável, e otimiza propriedades essenciais para a indústria, como o aumento da ductilidade e maior conformabilidade do material, além da resistência mecânica.
Esse processo resulta em vantagens para a produção de diversos materiais e aplicações, como os automóveis, dado que diminuem o peso sensivelmente, resultando na diminuição nos custos de operação.
Por que é tão importante?
Imagine você andando de bicicleta, caso a bicicleta for mais leve, você economizará energia para fazer o deslocamento, e conseguirá aumentar a produtividade, dada a menor necessidade de alimentos.
Agora, transfira esta mesma lógica para os aviões, cujos combustíveis são os principais componentes de custos. Os materiais mais leves, diminuirão a necessidade de combustível e consequentemente tornarão os custos das viagens mais baratos, aumentando a competitividade das empresas.
O Brasil concentra grande parte das reservas mundiais desse metal, 98,2%, o equivalente a 842 milhões de toneladas de nióbio, a principal está localizada próxima a cidade mineira de Araxá, sendo operada pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), empresa controlada pela família Moreira Salles, conhecidos banqueiros nacionais.
A grande concentração no Brasil também tem o aspecto negativo, dado que limitou as pesquisas e mesmo a utilização. A conquista de mercados siderúrgicos no exterior foi precedida de muitas negociações nas últimas décadas do século anterior patrocinadas pela CBMM.
O nióbio não é exportado no estado in natura, sendo o mais comum como ferronióbio (FeNb), liga metálica composta por 65% de nióbio e 35% de ferro destinada ao setor siderúrgico, com capacidade de tornar as carrocerias dos carros mais leves sem perder a resistência.
A redução do peso melhora a eficiência de veículos. Na aplicação em oleodutos e gasodutos, aplicação mais tradicional, o nióbio impede a propagação de trincas e, ao mesmo tempo, permite a construção de estruturas mais delgadas, precisamente metade da medida de tubulações fabricadas sem ferronióbio.
Lição de casa para o Brasil?
Por ser muito importante comercialmente para o País, é importante que as pesquisas sejam apoiadas e lideradas localmente, mesmo as importantes parcerias com instituições de ensino do exterior, necessitam ser desenvolvidas no contexto de um planejamento estratégico para o país.
Outro aspecto, refere-se as negociações geopolíticas, e governança, preservando a presença nacional e importância dos nossos recursos para benefícios de todos os cidadãos e não somente alguns privilegiados cidadãos.
Os tristes episódios dos chamados “grandes empreendedores brasileiros” como Eike Batista, findaram na triste identificação de exploração privada de recursos públicos para geração de riquezas individuais, lastreadas numa grande rede de corrupção com raízes em gerações.
Observa-se grande potencial para a utilização do Nióbio em diferentes configurações. Por exemplo, na configuração de óxidos de nióbio, são empregados na fabricação de lentes de câmeras fotográficas, baterias de veículos elétricos e lentes para telescópios. Pela capacidade de resistência a altas temperaturas permitem desenvolver ligas de nióbio de grau vácuo, com elevado nível de pureza, as quais tornam-se matéria-prima para turbinas aeronáuticas, motores de foguetes e turbinas terrestres de geração elétrica.
Em segmentos de alta tecnologias como fios supercondutores, os quais equipam tomógrafos, aparelhos de ressonância magnética e aceleradores de partículas, podem ser produzidos com o nióbio metálico.
Portanto, uma grande plataforma de pesquisa que pode ser desenvolvida e trazer resultados positivos para o país.
Devanildo Damião
Mestre e Doutor em gestão tecnológica
Pesquisador da Universidade de São Paulo
Professor Universitário.








