DESTAQUES
1. A relação entre o poder público e o sistema financeiro nacional, sempre foi motivo de acaloradas discussões, a concentração em grandes bancos e a obrigatoriedade do governo buscar recursos nestes bancos para financiar as obrigações, geralmente aparece como um dos motivos para justificar os problemas econômicos do Brasil.
2. Os grandes bancos são devedores de tributos para o Brasil. Todavia, adotam estratégias claras de postergação e escolhem o caminho do contencioso tributário, seria um jogo assim: “devo, não pago, e quero ver você receber, pois tenho bons advogados”.
3. O triste dilema envolvia responder a questão: o que um depositante recebia de valor por ter uma conta em determinada instituição financeira? a resposta tendia a zero, considerando que as operações eram passiveis de taxas.
4. De forma inesperada, a questão regulatória impôs nos últimos anos, mudanças neste cenário, aparecendo empresas startups, com modelos de negócios voltados aos clientes, e com uma denominação específica: as Fintechs, empresas financeiras com utilização intensiva de tecnologia.
5. Dentro deste contexto, surge a possibilidade de avançar na discussão de políticas públicas locais que estimulem o desenvolvimento local com parcerias que tragam o benefício para a localidade.
6. Ao escolher uma instituição financeira com lastro local, existe a garantia que os recursos tributários serão destinados ao município, além da aproximação para buscar soluções alinhadas com o perfil econômico e social.
APROFUNDAMENTO
A relação entre o poder público e o sistema financeiro nacional, sempre foi motivo de acaloradas discussões, a concentração em grandes bancos e a obrigatoriedade do governo buscar recursos nestes bancos para financiar as obrigações, geralmente aparece como um dos motivos para justificar os problemas econômicos do Brasil.
A realidade atual com a dívida mobiliária sendo interna, joga luz sobre este aspecto. O Brasil depois de diminuir sensivelmente as taxas da SELIC que são as taxas básicas de juros da economia, no momento apresenta viés de alta, impactando no aumento da dívida.
O cenário já foi pior com os bancos estatais servindo de muletas para a gestão desastrosa da economia na perspectiva fiscal dos estados, pode-se citar o Banespa como caso emblemático, ou mesmo o Banco do Brasil antes das medidas de reforma.
Ao mesmo tempo, os grandes bancos são devedores de tributos para o Brasil. Todavia, adotam estratégias claras de postergação e escolhem o caminho do contencioso tributário, seria um jogo assim: “devo, não pago, e quero ver você receber, pois tenho bons advogados”.
Com o avanço da TIC – tecnologia da informação e comunicação, formou-se uma tempestade perfeita e os bancos aumentaram os lucros de forma exponencial: ganhos econômicos com a facilitação dos seus processos, a utilização da plataforma da internet sem a necessidade de investimentos de infraestrutura de rede (somente segurança) e a transferência de responsabilidades da operação para o próprio cliente, a diminuição utilização da infraestrutura física e funcionários e o lançamento de novos produtos.
O triste dilema envolvia responder a questão: o que um depositante recebia de valor por ter uma conta em determinada instituição financeira? a resposta tendia a zero, considerando que as operações eram passiveis de taxas.
De forma inesperada, a questão regulatória impôs nos últimos anos, mudanças neste cenário, aparecendo empresas startups, com modelos de negócios voltados aos clientes, e com uma denominação específica: as Fintechs, empresas financeiras com utilização intensiva de tecnologia.
O BACEN (Banco Central do Brasil) promoveu em 2010 a quebra de exclusividade das principais bandeiras e credenciadoras, alavancando mudanças em um ambiente muito controlado até então. Em 2020, com o PIX 2020 e a regulação de pagamentos instantâneos e Open Banking encontra-se em gestação mudanças profundas.
Importante destacar que as mudanças não irão se limitar as atuais e novos atores e modelos devem surgir, aguarda-se que sejam lastreadas na agregação de valor ao usuário e não voltadas para alimentar a própria estrutura, ou mesmo diminuir custos, por exemplo, com o abuso da inteligência artificial.
Dentro deste contexto, surge a possibilidade de avançar na discussão de políticas públicas locais que estimulem o desenvolvimento local com parcerias que tragam o benefício para a localidade.
Ao escolher uma instituição financeira com lastro local, existe a garantia que os recursos tributários serão destinados ao município, além da aproximação para buscar soluções alinhadas com o perfil econômico e social.
Devanildo Damião – Administrador, pesquisador, Professor Universitário e Consultor. Mestre e Doutor em gestão tecnológica, com especialização em gestão de recursos humanos, gestão da qualidade, gestão do conhecimento, gestão de projetos e gestão da inovação. Conselheiro do INEP.








