Como garantir a sobrevivência das organizações e dos profissionais após um evento tão desafiador, como o da crise que vivemos. São indiscutíveis os efeitos da COVID-19 sobre toda a sociedade, alguns especialistas dizem que estamos passando por três pandemias que envolvem a saúde pública, a economia, e a sociedade. Essa confluência cria um conjunto complexo de circunstâncias em constante evolução que os líderes estão lutando para entender a fim de tomar decisões baseadas em dados. Os líderes devem pensar em como construir uma organização ágil dentro da qual todos estejam preparados para ser um solucionador de problemas inovador. É aqui que entram em jogo a tecnologia sofisticada de modelagem e visualização de dados, As organizações mais avançadas estão usando plataformas de dados públicos e combinando essas informações com seus próprios dados, em tempo real, para tomar decisões baseadas em dados “sob medida”. E, enquanto isso, os líderes de negócios e suas equipes estão aproveitando os dados coletados por meio da tecnologia para entender o que está acontecendo, mas também contam com a fonte de dados original – o famoso “boca a boca”. Baseado em minhas observações de empreas globais tenho notado também que, os líderes com operações internacionais aumentaram em muito as conversas “on-line”com suas equipes no exterior para entender melhor o que vem acontecendo, desde o início da pandemia do COVID-19. Um dos meus contatos - uma empresa farmacêutica dos EUA ,foi capaz de se preparar para a crise mais cedo já que muitos de seus gerentes tinham família nas regiões afetadas em varias partes da Europa, Brasil e China. Desde o inicio dessa crise e, para o futuro os lideres e profissionais precisarão saber “minerar dados”, informações públicas e notícias informais de conversas pessoais para moldar as novas decisões, que moldarão nosso futuro dos seus negócios. Liderando com moralidade - A maioria dos líderes de negócios terá que fazer escolhas difíceis sobre o futuro de sua empresa à medida que aprendem sobre o comportamento desse vírus sem precedentes: - como exatamente o vírus se espalha, as taxas de mortalidade de diferentes populações e a eficácia de vários tratamentos, etc. Muito já se avançou nas pesquisas, na aplicação de vacinas e na redução dos casos críticos, no entanto, não temos perspectivas claras de que estaremos sob controle total dessa pandemia. O trabalho de fazer previsões e planejar o futuro ainda é incerto, e, para qualquer empresa, mesmo que esteja crescendo, a gestão de riscos deve ser de grande pilar aos esforços de planejamento estratégico. A fim de tomar decisões-chave, os líderes deverão agir com imaginação e coragem moral. Não existe reação exagerada quando as apostas são tão altas e as consequências da inação são tão terríveis, é importante agir com coragem para proteger o maior número possível de funcionários e clientes e garantir a sobrevivência da sua empresa. Talvez isso signifique manter mais estoque, investir seus recursos para ajudar os fornecedores a se manterem à tona, acelerar a adoção de tecnologias emergentes ou orientar um importante eixo estratégico. O profissional e o lider, devem estar prontos para serem impopulares, se isso significar mitigar o que você entende ser os riscos críticos do negócio. Os líderes de empresas que empregam um grande número de trabalhadores essenciais – tiveram que arriscar sua saúde e a de suas famílias ao trabalhar – e ainda estão enfrentando dilemas morais que nunca teriam imaginado. Um empresário, amigo meu descreveu como um terço de sua força de trabalho contraiu COVID-19, apesar de seus esforços para seguir os protocolos, e, ainda se se perguntam se, com o retorno das atividades, não haverá impacto na vida de seus colaboradores. Já na questão de relações com o mercado, recomenda-se buscar entender o que seus clientes estão passando, para, então propor soluções de valor aos mesmos. Ainda há tempo de conversar com os clientes, aprender sobre suas necessidades, e ajudá-los a superar esse momento final da crise e prosperar sob o novo normal. Isso pode significar oferecer novas experiências on-line ou ajustar os negócios usuais para acomodar ideias novas e em evolução de segurança pessoal. Para outros negócios, pode significar também a aquisições de novos recursos a fim de atender às novas expectativas dos clientes. Qualquer que seja o caminho, para fazer com que os clientes voltem, as empresas precisam alcançar as pessoas e atendê-las, de forma o mais confortavelmente possível ( muita gente vive e trabalha desde suas casas, remotamente e, não tem planos para voltar a sua vida e rotina anteriores à crise). Buscando novas abordagens - Alguns líderes se adaptaram melhor do que outros, e não estão tentando assumir o controle total do negócio, porquê sabem que não existem respostas para todas as dúvidas e questionamentos de suas novas realidades empresariais. A sugestão é que se busque a gestão pessoal, em primeiro lugar, para que possam estar preparados para apoiar e colaborar com seus clientes e equipes e redefinir um novo futuro. Pense Nisso. Jose Roberto Vitorelli - Especialista em Inovação, Negócios Internacionais e Supply Chain. Email – jose.vitorelli@outlook.com \ tel-whatsapp – 11 99382-2202








